Ruth Meira
Enviada a São Paulo
O chip vai substituir a tarja magnética dos cartões Visa no Brasil. A empresa lançou ontem, em São Paulo, a nova tecnologia que começa a ser implantada no País. O ‘‘cartão inteligente’’ deverá estar nas mãos dos 21,5 milhões de usuários brasileiros até 2002. Com investimento de US$ 70 milhões no plástico dotado de microcircuito integrado, a empresa coloca o Brasil na vanguarda tecnológica dos meios de pagamento, diz Jonathan Sánchez-Jaimes, presidente do grupo para a América Latina e Caribe.
A França foi pioneira no sistema e a Inglaterra acaba de iniciar a distribuição dos cartões chipados. Alemanha, Bélgica, México e Japão também já ingressam na era do ‘‘smart card’’. Para os usuários, a novidade vai ser o que a Visanet – administradora da marca no Brasil – chama de ‘‘multiaplicação’’.
Os 13 bancos que emitem o cartão com a bandeira Visa no Brasil poderão oferecer pacotes de serviços individualizados aos seus clientes, que incluem desde porta-moedas eletrônico até o cartão-ponto para o trabalhador. A nova tecnologia abre um rico elenco de aplicativos que vão ser definidos pelo banco, de acordo com o interesse dos clientes. Basta inserir o tipo de produto ou serviço desejado na memória do cartão para dar ao cliente acesso imediato ao crédito nos 110 mil terminais espalhados pelo País.
Outra mudança que o cartão inteligente vai trazer: a transação será feita pelo cliente sem a mediação do lojista. Ao fazer uma compra, o vendedor deverá oferecer o ‘‘pin pad’’ – teclado para digitação da senha –ao consumidor, que vai inserir o cartão de plástico, digitar a senha, retirar o cartão e guardá-lo, recebendo instantaneamente o comprovante impresso. Em nenhum momento, o cartão sai das mãos do usuário. O que confere maior segurança à operação.
Um pool de fornecedores está pronto para lançar no mercado 3 milhões de cartões de plástico chipados por mês, permitindo à empresa projetar a completa migração do modelo tradicional para o novo em um prazo máximo de três anos.

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