Mais de mil empresas no Brasil já foram infectadas por uma nova praga cibernética, o vírus nimda, que começou a atacar computadores de todo o mundo na manhã da última terça-feira. Implacável em sua ofensiva contamina de 16 maneiras diferentes e demora mais tempo do que a média para ser exterminado da máquina , já começou a ser chamado de ''vírus do atentado'', em uma referência ao ataque terrorista aos EUA no dia 11, também uma terça-feira. O primeiro relato sobre o vírus ocorreu exatamente em território norte-americano.
A conta do contágio no Brasil contabiliza atendimentos feitos até às 18h de ontem por três das principais fabricantes de antivírus que atuam no País: McAfee, Symantec e Trend. A lista inclui bancos, telefônicas e indústrias de todos os portes. Empresas têm sido o alvo preferencial, mas computadores pessoais também estão sofrendo com a nova praga. Ainda não há estimativas do prejuízo causado pelo nimda nas máquinas brasileiras.
No mundo, segundo especialistas, o novo vírus pode provocar perdas superiores às causadas pelo ''Code Red'', que atacou computadores de vários países entre julho e agosto e custou US$ 2,6 bilhões. Em três dias, o nimda já foi identificado em 15 países e os mais infectados até agora foram EUA, Reino Unido, Japão, Austrália e Nova Zelândia.
Especialistas dizem que o nimda a palavra ''admin'' de trás para frente é o vírus que se espalhou mais rapidamente até hoje. Suspeita-se que tenha surgido na China. Com alto poder de contágio, pode entrar nos computadores por meio de e-mails, de visitas a páginas da Internet e de redes infectadas. As máquinas mais vulneráveis são as que utilizam o Microsoft Windows versões 95 e 98 e o ''Outlook Express'', programa de e-mails da Microsoft.

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