Vírus virtual apavora donos de computador
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sexta-feira, 19 de abril de 2002
Luciano Augusto Reportagem Local 
O vírus de computador Klez atingiu Londrina como um furacão e infectou tanto micros pessoais quanto de empresas. Na Câmara Municipal, o vírus - classificado como de grau 3 numa escala de 1 a 5 da Symantec, fabricante do antivírus Norton - atingiu pelo menos 80% das máquinas, ou 60 micros. Em quinze minutos contaminou todas essas máquinas, apontou o coordenador do departamento de informática da Câmara, Marcos Antonio Palma. Não perdemos informações, mas tivemos que mobilizar quase todo o departamento, relatou.
No centro de processamento de dados da Universidade Filadélfia de Londrina (Unifil), uma versão do dia 17 de abril do vírus atingiu cerca de 30% dos computadores, segundo o analista de suporte, Paulo Roberto Martins Júnior. Os fabricantes não tinham vacina e a atualização só saiu no dia 18 de abril, completou.
De acordo com Martins Júnior, o diferencial do Klez é que o arquivo não precisa ser executado para espalhar o vírus. Basta apenas o usuário clicar para abrir ou deletar o arquivo que a máquina é infectada.
A filial da Microsiga, fabricante de softwares de gestão empresarial, recebeu uma variante mais antiga do vírus e precisou fazer uma varredura em todas as máquinas até conseguir identificar de onde estava partindo o ataque do vírus. Como o vírus já é um pouco antigo, nosso antivírus, que é centralizado, conseguiu pegar, comentou Fabrício Clementin Dalatola, responsável pela infra-estrutura da Microsiga Londrina.
Ele indicou o site da Symantec (www.symantec.com.br) como fonte de informação para os usuários que foram atacados. A página tem a listagem completa com todas as variantes do vírus e como proceder para limpar a máquina. Os analistas da Microsiga também tiveram que auxiliar diversos clientes de Londrina e região.


