O delegado federal da Agricultura do Mato Grosso do Sul, José Antônio Roldão elogiou a condição sanitária alcançada no Paraná, e descartou a hipótese de que o foco de Naviraí tenha como procedência uma propriedade paranaense. Roldão explicou que no rastreamento que está sendo feito em seu Estado foram detectados animais com aftosa na propriedade de Uniak Yonogure que mora em Assaí (PR). Ocorre que a origem dessa contaminação foi identificada na propriedade vizinha do Yonogure, em Naviraí.
Nessa propriedade, segundo Roldão, o pecuarista costuma manter em estoque um elevado número de animais para abate que ele compra em diversas regiões do País. Pelo rastreamento já feito não entraram animais do Paraná nos últimos 60 dias. ‘‘Portanto não dá para vincular a propriedade do produtor que mora no Paraná com o foco da doença aqui no Paranᒒ, disse. Mesmo porque as propriedades do produtor Uniak Yonogure em Assaí e em Ibiporã têm somente pomares de uva. A pecuária está restrita à propriedade no Mato Grosso do Sul.
Roldão esclareceu que o município de Naviraí tem três grande frigoríficos que recebem cerca de 1.600 cabeças de gado do Brasil inteiro, e ele jamais suspeitaria do Paraná, como chegou a ser veiculado na imprensa nacional.
Roldão disse que o Mato Grosso do Sul em conjunto com o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão empenhados em fazer um amplo rastreamento sobre a origem do vírus que eclodiu em Naviraí para evitar danos à política de exportação de carne do Brasil. Ele não descarta a possibilidade do vírus ter como origem o Paraguai, de onde muitos animais atravessam a fronteira com o Mato Grosso do Sul.

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