Brasília – O líder do governo no Congresso Nacional, deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM), afirmou ontem que defende uma nova fórmula para o cálculo do reajuste dos combustíveis. Segundo Virgílio, o ideal seria que os aumentos se dessem somente sobre a parcela dos derivados do petróleo que é importado pelo país (menos de 20% do consumo atual).
‘‘Isso seria de mais fácil compreensão para uma pessoa leiga no assunto como eu. Como está causa uma certa inquietação’’, afirmou. Virgílio, no entanto, procurou deixar claro que não quer a volta do controle de preços sobre os combustíveis e nem a descapitalização da Petrobras. ‘‘Se a Petrobras pudesse achar uma fórmula, na linha daquilo que preconizou Serra, uma fórmula de se causar menos inquietação eu apreciaria’’, completou Virgílio. O pré-candidato do PSDB à Presidência, senador José Serra, acusou veladamente a Petrobras de, ao fazer os preços internos dos derivados acompanharem as oscilações internacionais, tentar apresentar os seus interesses ‘‘de ganhar dinheiro’’ como os da coletividade.
O parlamentar classificou de ‘‘tolice’’ a afirmação de que a estatal e seus acionistas, entre eles milhões de pessoas que aplicaram em ações da empresa o dinheiro de seus FGTS (Fundos de Garantia do Tempo de Serviço), vão perder recursos se as cotações internas do setor não seguirem as externas.
Já o ministro de Minas de Energia, Francisco Gomide, defende a política de reajuste dos preços dos combustíveis definida pela Petrobras. De acordo com o ministro, só em caso de uma crise no setor de petróleo deveria haver alguma mudança nesta política e ele ressaltou que não há crise neste momento.

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