Vir à feira e não comer pastel, não dá
E cliente fiel é o que não falta. Nas feiras, eles são tão tradicionais quanto os pastéis. A família do mecânico Manoel Carlos, há 14 anos vai todos os domingos à feira da Saul Elkind, saborear pastéis, sempre na mesma barraca.
''Para nós é sagrado. Todo domingo, tem que comer pastel na feira'', afirma o mecânico. Os filhos já casados, vêm de outros bairros para se encontrar na feira para o tradicional ''café da manhã''. ''É um ponto de encontro para nós''.
Para o assistente administrativo David Cardoso, a ida à feira com a família também está virando tradição. Acompanhado da esposa Débora e da filha Gabrielli, de apenas cinco anos, ele afirma que o passeio de domingo pela manhã sempre acontece na feira. ''É um passeio gostoso e todos nós adoramos pastel''.
Também o gerente de posto, José Biasseto, morador da Warta, vem com a família e os amigos quase todos os domingos à feira da Saul Elkind. ''É um passeio diferente. Lá na Warta, não temos como comer pastel de feira'', afirma.
E tem cliente até com ritual. Dois pastéis logo cedo e outros dois, mais tarde, quando a feira está quase no final. É o caso do segurança e professor de capoeira, Alex Sandro Nunes Silva, que desde pequeno frequenta a feira da Saul Elkind. ''Todo domingo é sagrado. Vir à feira e não comer pastel, não dá''. (M.O.)





