Violência marca o Dia do Trabalho
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terça-feira, 01 de maio de 2001
France Presse De Paris 
A festa do Trabalho foi marcada, este ano, por inúmeros choques entre manifestantes e policiais, desde Berlim às grandes cidades australianas, e também em Seul, enquanto fatos violentos, mas de caráter político, ocorriam nas Filipinas e Oriente Médio.
Em Berlim e Hamburgo (Norte da Alemanha), cerca de 70 pessoas foram detidas durante violentos confrontos na noite de segunda-feira e madrugada de ontem, nos quais participaram grupos que festejavam o primeiro de maio, manifestantes e policiais. Os choques mais violentos ocorreram no bairro berlinense de Friedrichshain, onde supostos membros de organizações de extrema esquerda instalaram barricadas que depois incendiaram. Vários policiais foram feridos em sucessivos choques.
De outro lado do mundo, na Austrália, pelo menos 30 policiais foram feridos e dezenas de pessoas foram detidas em várias cidades onde manifestantes contra a globalização se reuniram em frente às sedes de empresas financeiras e multinacionais.
Em Seul, aproximadamente 20 mil manifestantes contrários à política econômica do presidente sul-coreano Kim Dae Jung conseguiram superar o dispositivo policial instalado paa bloquear o acesso ao bairro onde se situam os edifícios governamentais.
Em Londres, mais de 6 mil policiais foram mobilizads para evitar que se repetissem os incidentes de 1º de maio do ano passado.
Karachi, a metrópole econômica do Paquistão, estava praticamente em estado de sítio, com mais de 20 mil policiais mobilizados depois da decisão dos militares no poder de proibir uma manifestação pelo retorno à democracia.
No Oriente Médio, novas vítimas um colono israelense e um policial palestino foram registradas neste Dia do Trabalho, que os sindicalistas palestinos começaram a celebrar desde segunda-feira, desta vez sob o signo da Intifada.
Na Argélia, o presidente Bouteflika respondeu segunda-feira à noite aos manifestantes de Kabilia, anunciando a criação de uma comissão de investigação sobre as manifestações dos últimos dias.
Em Kiev, milhares de simpatizantes comunistas se manifestaram contra o regime do presidente Kutchma, acusado de ter afundado a Ucrânia na miséria, enquanto milhares de sindicalistas e simpatizantes comunistas e socialistas desfilaram nas ruas de Moscou.
Na França, o tema de uma melhor proteção aos trabalhadores contra os planos de demissão das empresas foi comum às grandes organizações sindicais.


