Curitiba - Os vigilantes que trabalham em segurança patrimonial e no serviço de transportes de valores podem entrar em greve a partir de 1º de fevereiro em todo o Paraná. De acordo com o Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, ao todo são quase 28 mil profissionais.
A categoria reivindica aumento integral do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), adicional de risco de vida, vale-refeição de R$ 18 e reajuste salarial de 5% para todos os trabalhadores.
As negociações com os trabalhadores dos transportes de valores não avançaram, e os cerca de 2 mil profissionais devem cruzar os braços a partir da próxima semana. Eles rejeitaram a contraproposta do sindicato patronal que ofereceu INPC de 6%, adicional de risco de 2,5% e vale-alimentação de R$ 15.
Já os funcionários que atuam na segurança patrimonial se reúnem com representantes das empresas para uma negociação amanhã. Logo após o encontro será realizada uma assembleia para decidir se os cerca de 26 mil trabalhadores param a partir do dia 1º.
''Já está praticamente certo que os vigilantes de transportes de valores paralisem as atividades. Eles já rejeitaram a contraproposta e indicaram que vão cruzar os braços. Os trabalhadores em segurança patrimonial vão decidir isso até o final da semana'', destacou o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares. A assessoria do Sindicato das Empresas Privadas de Segurança do Paraná (Sindesp-PR) informou que não vai comentar o assunto até o final das negociações.

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