Curitiba - Os vigilantes do Paraná aprovaram um indicativo de greve por tempo indeterminado a partir de 1º de fevereiro. A decisão foi tomada em assembleias realizadas durante esta semana. Os trabalhadores querem um reajuste salarial de 11% e o pagamento de um adicional de periculosidade no valor de 30%.
O presidente da Federação dos Vigilantes do Paraná e do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba, João Soares, disse que a paralisação deve afetar o funcionamento das agências bancárias e de outros setores como o transporte de valores e o comércio.
No dia 10 de dezembro, foi publicada em Diário Oficial a sanção da Lei Federal 12.740 de 2012, que prevê que as empresas precisam pagar 30% além do salário para compensar os riscos envolvidos na profissão. No Paraná, as empresas já fazem um pagamento de 15,5% além dos salários.
O Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Paraná (Sindesp-PR) informou que o pagamento do adicional será feito após a efetiva regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O Paraná conta com 26 mil vigilantes, sendo 12 mil em Curitiba e 2 mil em Londrina.
No dia 14 de janeiro, a categoria fez um protesto e fechou grande parte das agências bancárias da Capital. Apenas os caixas eletrônicos permaneceram funcionando normalmente.

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