Curitiba - Os trabalhadores de segurança privada decidiram em assembleia realizada na tarde de ontem encerrar a greve em todo o Estado. A paralisação começou na última segunda-feira e teve a adesão de 70% dos trabalhadores. A população ainda foi prejudicada ontem com a falta de dinheiro no autoatendimento dos bancos e hoje esse problema deve continuar. Isso porque, os funcionários que trabalham com transporte de valores nos carros-forte ainda estão em greve.
''Encerramos a greve em respeito à população e porque o quinto dia útil de pagamento dos salários está se aproximando'', disse o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana, João Soares. Ontem, depois das 15 horas as 270 agências bancárias que estavam fechadas, foram abertas ao público.
Ontem, o desembargador e vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Luiz Eduardo Gunther, propôs um reajuste salarial de 10% e um aumento de 10% no vale-refeição em audiência de conciliação entre os trabalhadores e o Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (Sindesp).
Caso a proposta seja aceita pelas duas partes, hoje durante uma nova audiência no TRT às 17 horas, será assinado o acordo formal. Se não houver consenso, os vigilantes pretendem aguardar o julgamento do dissídio coletivo sem realizar paralisações.
Os funcionários de transporte de valores que atuam em carros-forte têm audiência no TRT marcada para amanhã, às 10 horas para tentar chegar a um acordo sobre reajuste salarial.
Tumulto
Em Londrina, os vigilantes retornaram ao trabalho por volta das 12 horas. O vice-presidente do Sindicato dos Vigilantes de Londrina (Sindivigi), Sérgio dos Santos, informou que houve um princípio de tumulto logo pela manhã, na agência do Banco Real, Centro, quando um grupo de manifestantes retirou um vigilante que estava trabalhando na agência. O dirigente sindical informou que a categoria espera para hoje à tarde, o resultado da tentativa de conciliação entre empresas de segurança e a proposta de acordo feita pelo MPT.
Já em Curitiba uma decisão judicial determinou ontem que os vigilantes permitissem a saída de carros-forte das empresas de transporte de valores. Desde segunda-feira, esta movimentação não estava liberada porque os trabalhadores mantinham piquetes na porta das empresas. O interdito proibitório expedido pela 1 Vara do Trabalho na noite de terça-feira, garantiu a circulação de três veículos de cada uma das cinco empresas que atuam na Capital. O contingente representa cerca de 12% do total da frota.
A Polícia Militar assegurou escolta para cada carro-forte em serviço de distribuição e recolhimento de cédulas. Equipes da Companhia de Choque e da Ronda Ostensiva Tático-Móvel passaram o dia de ontem acompanhando as operações, inclusive durante o abastecimento em autoatendimento, conforme informações da PM. Enquanto houver a ordem de interdito, a PM continuará com a escolta. (Colaborou Cláudia Palaci e Edson Pereira Filho)

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