Curitiba - Os vigilantes que trabalham no transporte de valores em todo o Estado aprovaram o indicativo de greve para a próxima quarta-feira, 1º de fevereiro. A decisão foi tomada após a realização de assembleias na noite de quinta-feira. Os trabalhadores reivindicam a reposição da inflação conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos últimos doze meses mais aumento real, totalizando 10% de reajuste salarial. A categoria ainda quer um aumento de R$ 16 para R$ 20 no vale-alimentação por dia.
Já os vigilantes patrimoniais, aqueles que trabalham nas agências bancárias, pediram a reabertura da negociação sobre o aumento nos salários e no vale-refeição. As empresas de segurança privada ofereceram a reposição salarial pelo INPC mais 0,94% de aumento real. Também propuseram um reajuste de 3,22% no adicional de risco e de R$ 2 no vale-refeição, que hoje é de R$ 13. A categoria reivindica INPC mais 5% de aumento real, além de 5% no adicional de risco e de um vale refeição no valor de R$ 17.
Na próxima terça-feira, dia 31, todos os trabalhadores se reúnem em assembleia novamente para ver se as empresas têm alguma contraproposta. ''A greve dos trabalhadores em transporte de valores já foi aprovada. Na terça vamos ver como fica a situação dos vigilantes patrimoniais'', destacou João Soares, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região. ''As empresas têm até a próxima semana para apresentar uma proposta diferente, caso contrário os trabalhadores patrimoniais também vão cruzar os braços'', completou.
Em todo o Estado são 26 mil vigilantes, segundo o sindicato. Deste total, 2 mil são trabalhadores de transporte de valores (abastecem caixas eletrônicos e outros terminais de auto-atendimento em esbatebelecimentos comerciais), e 24 mil são profissionais que prestam serviço patrimonial (vigiam agências bancárias, indústrias, etc.).

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