Vigilantes de bancos anunciam greve para fevereiro
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Cláudia Palaci<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - O Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região confirmou greve geral da categoria a partir de 2 de fevereiro, por prazo indeterminado. Os serviços atingidos pela paralização são os de vigilância patrimonial, transporte de valores, escolta armada, monitoramento de alarmes e segurança pessoal.
Um dos riscos da greve é o fechamento dos bancos. O Sindivigilantes alerta que segundo a lei federal 7102, os estabelecimentos bancários não podem funcionar sem segurança. Os caixas eletrônicos também podem ficar sem abastecimento. A expectativa da Federação dos Bancos do Brasil (Febraban) é que as empresas de vigilância cumpram os contratos e garantam os serviços. O sindicato patronal, Sindesp-PR, contrário à ameaça e alega que a vigilância é serviço essencial e não pode ser suspenso na totalidade. Pedimos para que 60% do contingente mantenha o trabalho, afirma o presidente da entidade, Jeferson Nazário.
O Sindivigilantes prevê a parada de 21 mil profissionais em todo o Estado, sendo 6,6 mil somente na Capital. A categoria reinvidica a reposição salarial de 7%; aumento real de 5%; adicional de 15%, ante os 7,5% atuais e vale alimentação de R$ 15.
O Sindesp-PR rejeitou a proposta e ofereceu apenas o reajuste salarial de 7%.
O salário dos vigilantes patrimoniais é de R$ 957 e os de transporte de valores, em torno de R$ 1500, com os adicionais. Os horários variam entre 8 horas diárias ou turnos de 12 horas com descanso de 36 horas, conforme o serviço prestado.


