Vigilantes confirmam greve para quinta-feira
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sábado, 02 de fevereiro de 2008
Luciana Pombo e Adriana Ito<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Mais de 18,2 mil vigilantes de transporte de valores e patrimoniais irão parar suas atividades na próxima quinta-feira. A decisão foi confirmada anteontem à noite numa assembléia geral da categoria realizada em Curitiba. Atualmente, 1,2 mil vigilantes trabalham no transporte de valores no Paraná. Outros 17 mil atuam na segurança de indústrias e bancos. De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes, João Soares, não ocorreram avanços nas negociações. Portanto, os trabalhadores decidiram radicalizar e iniciar greve por tempo indeterminado.
A proposta sindical para a data-base de fevereiro é de reajuste da inflação (5,5%), além de 5% de ganho real. Já a patronal admite dar um reajuste de 6% ao total (0,5% de aumento real). ''Com a greve, a segurança bancária irá parar e os bancos não poderão abrir porque existe uma lei que impede as agências de abrir as portas sem vigilantes. Para a população o prejuízo é grande. Com a greve também do pessoal do transporte de valores, a situação fica mais complicada porque os caixas eletrônicos também deixarão de ser abastecidos'', avisou Soares.
O sindicalista acredita ainda que a chance de assaltos em postos de gasolina, supermercados e lotéricas cresce ainda mais com a greve dos vigilantes - já que o dinheiro não será transportado para locais seguros ou para agências bancárias. ''Não queremos que ocorra, mas com a paralisação destes setores vai haver um caos'', preveniu. Os vigilantes esperam uma proposta até quarta-feira à noite, quando será realizada mais uma assembléia. ''Vamos entrar em greve, mas estamos acreditando em nova proposta. Se vier, analisaremos na assembléia. Se não vier, entramos em greve'', avisou ele.
Em Londrina, são cerca de 800 vigilantes operacionais e outros 200 no transporte de valores. O Sindicato dos Vilantes local atende a 90 municípios, englobando cerca de 2 mil trabalhadores. Destes, cerca de 500 teriam participado da assembléia.
O presidente do sindicato dos Vigilantes de Londrina, Orlando Luiz de Freitas, espera contar com a compreensão da população e das empresas, para que a questão seja solucionada rapidamente. ''Greve não é bom nem para quem faz, nem para quem precisa. Mas vamos continuar paralisados até conseguir acertar alguma coisa.''
Os vigilantes pedem a reposição salarial das perdas decorrentes da inflação no último ano e mais 5% de ganho real. Outras reivindicações são o adicional de risco de vida de 10% (hoje é de 6,5%) do valor do piso salarial, que é de R$838,00 e aumento do vale-alimentação de R$ 9,50 para R$12,00.


