O vigilante Alexandre Oliveira reclama da fabricante Sony Ericsson e do Procon de Londrina. Ele conta que comprou um celular em abril do ano passado e, após cinco meses de uso, o aparelho passou a apresentar defeito. Depois de 30 dias na assistência técnica, Oliveria resolveu procurar o Procon. ''Entrei com processo no Procon, em setembro do ano passado, para tentar trocar o aparelho ou ter o meu dinheiro de volta, mas até agora não consegui receber'', diz o vigilante.
No dia 12 de novembro, ele e a representante da Sony Ericsson assinaram um termo de compromisso no Procon. Neste termo, a representante da Sony Ericsson, Antonia Maria da Costa, aceitou devolver o dinheiro do valor do aparelho (R$ 499) mais correção.
''No acordo, eu deveria ter recebido no dia 13 de dezembro. Como não recebi, telefonei para a representante, que me disse que o dinheiro seria depositado em minha conta. Mas até agora nada e está difícil conseguir falar com ela novamente'', explica Oliveira, que retornou ao Procon mas acabou ficando mais decepcionado. ''No Procon, me pediram para fazer um ofício pedindo ao órgão para multar a fabricante. Também me aconselharam a procurar outras pessoas que tiveram problemas com o mesmo celular. Que eu saiba o Procon é um órgão de defesa do consumidor. Ele é quem deve fazer isso e não, eu'', relatou.
Para a representante da Sony Ericsson, Antonia Maria da Costa, o vigilante não está tendo sorte. Ela confirmou que foi assinado o acordo e que a fabricante, com sede em São Paulo, está em férias. Além disso, informou Antonia, houve mudança no setor de finanças e ''o pessoal lá em São Paulo acabou perdendo a documentação''. ''Já mandei de novo, mas o pessoal só vai retornar após o dia 10. Ele tem todo o direito de reclamar, porque realmente o celular apresentou um problema de fábrica'', admitiu.
Já no Procon, a explicação é que ao não cumprir o acordo, o fabricante pode ser multado e ter o seu nome no cadastro de empresas não idôneas. ''O comunicado dele (de que não recebeu) já deve ter sido registrado pela nossa atendende, agora é uma questão de tempo para analisarmos o processo'', informou o coordenador do Procon de Londrina, Gerson da Silva, lembrando que existem no órgão cerca de 2.500 processos em análise e, é bem possível, que a resposta venha dentro de três a quatro meses. Outro caminho, segundo o coordenador, seria o consumidor entrar na Justiça e executar o fabricante através do acordo firmado.

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