Curitiba - A Vigilância Sanitária, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, vai fiscalizar as condições sanitárias e de higiene dos terminais privados que operam no Porto de Paranaguá. O objetivo é detectar a existência de animais vetores, entre eles os ratos, como vem sendo denunciado pelos operadores portuários. A fiscalização deve começar hoje.
A determinção partiu do governador Roberto Requião (PMDB), que anunciou a fiscalização ontem durante reunião do secretariado. O governador ameaçou interditar o terminal que não corresponder às condições de higiene fixados pela Vigilância Sanitária.
Junto com o órgão estadual, a fiscalização terá a parceria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do órgão municipal de vigilância, informou a Secretaria Estadual da Saúde.
O superintendente do porto, Eduardo Requião, considerou providencial a iniciativa do governador porque se há ratos nas instalações portuárias como vêm denunciando os operadores portuários, ''eles não estão carimbados com a marca da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina''.
O governador disse ainda, na reunião, que a reação contrária dos agentes portuários também teria sido motivada pela ocupação pública da balança instalada nos terminais que operam com fertilizantes. De acordo com o superintendente do porto, há oito anos essas balanças, que controlam as operações de importações e exportações, vinham sendo operadas pelos terminais privados com software deles.''Ocorre que a balança é do setor público e a superintendência retomou a fiscalização sobre esse setor'', explicou.
A comissão instituída pelo Ministério dos Transportes para avaliar o impacto da paralisação do Porto de Paranaguá sobre as exportações brasileiras, está aguardando o governador Roberto Requião marcar um horário na agenda para que seja recebida no Paraná, informou ontem o diretor de fiscalização para o setor de Portos, Paulo de Tarso Carneiro.
Segundo Carneiro, a comissão não vai abordar o cumprimento da lei federal que determina a exportação de soja transgênica pelos portos brasileiros. Ele destacou que os problemas denunciados no porto são preocupantes e a comissão vai querer mais informações sobre a falta de dragagem, dificuldades de relacionamento com a comunidade portuária e ainda questionar as medidas administrativas adotadas pela atual superintendência do porto.

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