A indústria do Big Brother não tem números oficiais no País, mas algumas empresas que o negócio de segurança eletrônica, incluindo alarmes, câmeras e serviços de monitoramento movimentou R$ 900 milhões em 2004. Considerando-se instalações de infra-estrutura, como cabeamento de fibra ótica, esse valor pode ser multiplicado por até cinco vezes. Multinacionais do porte da alemã Bosch, das americanas GE e Honeywell e empresas locais como a Comtex disputam o novo desse mercado, que é a instalação de sistemas públicos de vigilância.
''Em vez de considerarem as câmeras uma invasão de privacidade, as pessoas se sentem seguras onde existem esses equipamentos, principalmente num país onde a questão de segurança é tão importante como o Brasil'', diz o gerente de Projetos e Sistemas de Segurança da Bosch, Marcos Menezes.
Para a Bosch, o mercado de sistemas de segurança pública é o mais significativo de todos. A empresa equipa cerca de 80% dos aeroportos do País e ainda é responsável pelas câmeras do sistema de vigilância instalado no centro de Curitiba.
Tome-se o exemplo de Praia Grande, no litoral paulista. Com 190 mil habitantes a cidade teve um dos piores índices de criminalidade do Estado em uma pesquisa do Instituto Fernand Braudel em 2002. A prefeitura decidiu apelar para a eletrônica para resolver o problema, instalando 1,2 mil câmeras de segurança tanto em prédios públicos como na orla marítima. Valor da conta: R$ 6,5 milhões.
Além da área pública, o setor de vigilância eletrônica é promissor em outros segmentos. Um deles é a segurança doméstica e comercial. Estima-se que apenas em São Paulo existam 460 mil prédios monitorados por sistemas de vigilância com câmeras e alarmes, menos de 10% dos potenciais 5,1 milhões de prédios que poderiam ter esse tipo de equipamento.

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