Videokê para locação, febre
da estação, some do mercado
Cesar AugustoPedro Fagoti diz que se tivesse 20 máquinas, alugaria todasQuem deixou a organização da festa de passagem do ano para a última hora está tendo dificuldade para alugar chácaras e equipamentos na região de Londrina. O aparelho de videokê, vedete da temporada, sumiu do mercado. A locação do produto também ficou mais cara às vésperas da virada do ano 2000. Custando normalmente R$ 50, o equipamento foi reservado até por R$ 100 na cidade para os dias 31 e 1º.
Proprietário de três máquinas de videokê, Pedro Fagoti diz ter recebido propostas de R$ 150 de interessados em locar o equipamento nestas duas datas. ‘‘Se tivesse 20 máquinas, alugaria todas’’, afirmou ele, que tem recebido em média 20 telefonemas por dia.
A dona-de-casa Yutinori Mikami proprietária de duas máquinas de videokê, também gostaria de ter mais unidades para este final de ano. ‘‘Todo dia recebo de dez a 15 telefonemas de interessados no equipamento’’.
As diárias de chácaras nas imediações de Londrina também dobraram de preço neste final de ano. Em dias normais, Lucrécia Guerra aluga sua casa por R$ 250. ‘‘Na virada do Ano Novo a diária está custando R$ 500’’, disse. A chácara tem três campos de futebol, duas piscinas e churrasqueira. ‘‘O local já está reservado para o próximo final de semana mas mesmo assim o telefone não pára de tocar’’. A dona-de-casa Ilda Gonçalves alugou sua chácara na zona sul de Londrina por R$ 430.
Para os músicos, o Reveillon da virada do ano 2000 deve render uma boa soma. Os cachês das bandas da região de Londrina triplicaram. Nivaldo Piovezan, da Zantioni Produções Artísticas, disse que a Banda Café Expresso vai receber R$ 17 mil para tocar num hotel 5 estrelas em Campinas (SP).
O músico lembra que o Café Expresso recebeu R$ 12 mil no Réveillon passado. ‘‘Neste ano, os cachês aumentaram. Uma banda de Ibiporã, que normalmente cobra R$ 4 mil, vai ganhar R$ 16 mil para tocar na Pousada do Rio Quente, em Goiás’’, contou Piovezan.
Também os garçons, que recebem diárias de R$ 35 a R$ 40, estão cobrando R$ 200 para trabalhar em festas de Reveillon, segundo Vera Pazzanese, que está organizando uma festa para 75 pessoas na Pousada dos Tucanos, em Londrina.
‘‘Consegui reduzir muito os preços contratando os serviços antecipadamente. Se tivesse deixado para este mês, a festa custaria o triplo. As pessoas estão se aproveitando do fato de ser o Reveillon do ano 2000. Tudo está mais caro do que no ano passado, das toalhas de mesa às flores para decoração’’, disse. (Cláudia Lopes, de Londrina)

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