Vice-ministro diz que Europa vai rever subsídios agrícolas
O vice-ministro das Finanças da Alemanha, Caio Koch-Weser, enfatiza que a Europa está fazendo o seu ''home work'' (lição de casa) no que diz respeito à abertura de seus mercados aos produtores agropecuários do Terceiro Mundo. Ele entende que nas relações com o Mercosul, principalmente, esta questão será muito importante.
Frisa, no entanto, que há realidades políticas na Europa que afrontam esta disposição. Cita o caso da França, onde o presidente Jacques Chirac está muito próximo dos interesses do setor agrícola. ''Então, não é fácil tomar decisões contra os agricultores franceses, que podem invadir Paris com os tratores.'' Lembra, porém, que entre as determinações nas reformas que têm de ser implementadas na Comunidade Européia, devem ser incluídas a abertura do mercado e o fim dos subsídios. ''Esta será a contribuição européia na nova onda de negociações da liberação do comércio internacional'', diz.
A preocupação dos ministros da Fazenda de países europeus com a questão nasce também com situação criada no próprio continente, segundo Koch-Weser, porque a Comunidade Européia está prestes a receber novos membros, como a Polônia. ''E, aí, não podemos continuar com uma agricultura com altos níveis de subsídio, no momento em que todos os agricultores do Leste Europeu estão entrando para o grupo.'' Diz ainda que, além disso, dissemina-se entre a população européia o sentimento de que este tipo de agricultura que subsidia a produção, o consumo, a exportação e até a destruição de alimentos não faz sentido nenhum. ''Por isso, nos próximos anos, parece-me que a Europa, vai determinar o fim dos subsídios e diminuir o protecionismo interno. Aliás, isto seria de suma importância para o Mercosul'', comenta.(S.O.)





