A vice-presidente da Sercomtel, Eloíza Pinheiro, afirma que ainda é cedo para medir o impacto negativo que o troca-troca no comando da empresa e o afastamento do ex-presidente Roberto Coutinho possam ter causado à imagem da telefônica. Mas lamenta o ocorrido. ‘‘A empresa deveria estar nas páginas de economia dos jornais e não por causa de denúncias contra diretores’’, ressalta.
  Ela, que é funcionária de carreira da Sercomtel, acredita que as mudanças de comando sempre provocam atrasos nos trabalhos até que novo dirigente tome conhecimento de todos os assuntos da empresa. ‘‘Nós estamos trabalhando para minimizar esses problemas’’, declara.
  Eloíza espera que o novo presidente, Marcelo Cortez, possa realizar seu trabalho sem ‘‘muita interferência política’’ da Prefeitura. ‘‘A Sercomtel é uma empresa que está na disputa do mercado e não pode se dar ao luxo de ficar envolvida em questões políticas. Precisamos de estrutura e paz para trabalhar’’, alega.
  O diretor Administrativo-Financeiro e de Relações com Investidores, Claudemir Molina, também espera o mesmo. Indicado pela Copel, ele foi afastado do cargo no mês passado por decisão do Conselho de Admistração. No entanto, uma liminar concedida pela Justiça o reintegrou à função quatro dias depois.
  O afastamento de Molina seria uma retaliação da Prefeitura à demissão do ex-diretor de Participações, Alysson de Carvalho, indicado ao cargo pelo Município. Carvalho estava preso por suposta tentativa de suborno a vereador e foi exonerado por Eloíza Pinheiro, no período em que ela ocupava interinamente a presidência da Sercomtel.
  ‘‘Estou no cargo desde agosto de 2011, tenho seis gerências sob minha responsabilidade. Estamos tocando projetos como o do Plano de Desligamentto Voluntário, o PCCS dos funcionários, e a indenização dos ex-proprietários de linhas telefônicas’’, enumerou Molina. Ele afirma que, apesar da disputa política, mantém uma boa relação com o Conselho de Administração, os demais diretores e o presidente. (N.B.)

mockup