VGBL é a modalidade mais aceita
A maior parte (75%) das contribuições na previdência privada aberta hoje no Brasil está na modalidade VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres); o restante é aplicado no PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) e nos planos tradicionais. A informação é da Federação Nacional de Previdância Privada e Vida (Fenaprevi).
Segundo o vice-presidente da entidade, Renato Russo, o VGBL é a opção mais procurada tanto pelo grande quanto pelo pequeno investidor. Esta modalidade permite a declaração simplificada do imposto de renda - e encampa muitas pessoas do mercado informal - enquanto o PGBL requer o modelo completo. ''O PGBL tem menor procura, pois o país tem uma pequena parcela da população nestas condições (que faz declaração completa, tem emprego formal e renda alta)'', justifica.
Segundo Russo, os planos de previdência privada começaram a se popularizar há cerca de seis anos, com o surgimento do VGBL - em 2003. O PGBL veio antes - em 1998. ''Quem decide fazer um plano de previdência privada pode se considerar uma pessoa mais inteligente que as demais. Com certeza, é um complemento vital para fazer frente à aposentadoria'', valoriza.
Para quem ensaia começar a investir, Russo bate na tecla do ''o quanto antes, melhor''. ''O ideal é começar perguntando para um corretor ou gerente de banco. Esses profissionais vão poder analisar qual o tipo de renda que a pessoa tem e orientar o melhor plano, ajudar a decidir o valor a ser pago'', indica.
O investidor, observa Russo, pode optar por aplicar em um fundo de renda fixa ou em um fundo com ações. ''A nossa orientação é que as pessoas mais jovens invistam parte na fixa e parte em ações. Para os mais velhos, o melhor caminho é aplicar a maior parte em fundo de renda fixa como forma de reduzir riscos'', afirma.
O representante da Fenaprevi também recomenda ''não resgatar (o dinheiro antes do final do contrato) e ter disciplina na contribuição''. ''Mesmo que a contribuição seja pequena, gerará um bom benefício no futuro'', destaca.
Nos últimos quatro anos, os planos para menores vêm se firmando como a ''coqueluche do mercado'', segundo Russo. ''Eles foram criados para proteger a educação de crianças e jovens e tiveram uma resposta muito forte de vários tipos de público. Tanto que muitos já presenteiam os filhos com estes produtos no Natal, no Dia das Crianças'', observa. ''Funciona como uma poupança programada, que garante mais disciplina por parte dos pais''. (G.M.)





