Veterinário espanhol nega contaminação via genética
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2001
Ana Paula Nascimento De Londrina 
O rumor de que a doença da vaca louca seja transmitida geneticamente é infundado e sem sentido, segundo o veterinário espanhol, Carlos Ugarte Garagalza, que esteve em Londrina no último final de semana, dando um curso de treinamento para representantes comerciais na área de comercialização de material genético bovino. Garagalza é diretor técnico da Central de Inseminação Aberekin, empresa espanhola na área de exportação de material genético bovino que trabalha em parceria com a empresa londrinense Araucária.
Para Garagalza, a questão do embargo canadense à importação de carne bovina brasileira é uma briga política onde a principal arma está sendo a guerra sanitária. A qualidade da carne brasileira é muito superior à americana e o potencial de mercado é imenso. A Europa não compra carnes do Canadá, nem dos Estados Unidos, onde há comprovações da vaca louca, ressaltou. Para ele, o Brasil é o país ideal para a produção de carne extensiva, a base de pasto, onde o rebanho não tem necessidade de se alimentar de ração com proteína animal, o que até o momento tem sido considerada a principal causadora da doença.
Ele também destacou que cada vez mais os consumidores estão procurando saber a origem dos produtos que consomem e começam a exigir certificações de qualidade. Já existem programas na Europa, bancados por sociedades rurais e governos, que fazem rastreamento da carne comercializada. Nos locais de venda, há informações sobre a origem do animal, o frigorífico responsável pelo abate e o nome do laboratório que realizou os exames sanitários, disse Garagalza.


