Curitiba - Além de alimentação, vestuário (1,13%) e artigos de residência (0,81%) também foram destaques entre as altas em outubro. Nenhum grupo teve queda, mas os itens de transporte (0,17%) e habitação (0,56%) desaceleraram e, assim, impediram uma alta maior do IPCA em outubro. Em Curitiba, o IPCA ficou em 0,63% em outubro, contra 0,23% em setembro.
O governo já vislumbrava uma pressão intensa dos alimentos e, por isso, não permitiu ainda um reajuste da gasolina - asfixiando as contas da Petrobras, que pleiteia um aumento ainda neste ano e quer uma fórmula previamente determinada de reajustes periódicos para 2014.
Diante do fim do período de queda dos preços do álcool - que passaram de uma deflação de 0,72% em setembro para uma alta de 0,93% em outubro -, a gasolina também interrompeu a tendência de redução. Os preços médios do combustível ficaram praticamente estáveis em outubro (0,01%), após uma retração de 0,42% em setembro.
Os dados mostram que o governo talvez tenha perdido a ''janela'' para reduzir o preço da gasolina e evitar um impacto maior ao consumo, aberta com o forte recuo dos últimos meses do álcool diante da safra recorde de cana deste ano.

Juros
Segundo analistas, a inflação em 5,8% nos últimos 12 meses e abaixo do teto da meta, não é um sinal de alento nem sinaliza um afrouxamento da política de alta dos juros, cujo objetivo é conter o consumo e, por conseguinte, os preços.
''O Banco Central vai ter de continuar aumentando os juros. O BC trabalha, e não é de hoje, com compromisso que não é mais o centro da meta (de inflação, de 4,5% neste ano), mas aceita uma inflação mais alta. Isso requer um instrumento monetário (a alta dos juros para segurar a inflação)'', diz o economista Gabriel Leal de Barros, da FGV. (A.B./Com agências)

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