Vestuário puxa prévia de inflação em Curitiba
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Andréa Bertoldi <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O aumento no preço das roupas de inverno puxou o custo de vida em Curitiba. Isso foi o que apontou a segunda prévia de abril do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). O vestuário teve uma elevação de 4,12%. Oito entre os 15 produtos com as maiores altas de preços pertencem a esse grupo, com destaque para peças de moda infantil e feminina.
A segunda prévia é referente aos 30 dias terminados em 16 de abril. O índice geral do IPC teve variação de 0,74%. Os itens que mais contribuíram, isoladamente, para o resultado final desta segunda prévia, na ordem da maior para a menor contribuição, foram cigarros (7,34%), aluguel de moradia (1,34%), disco laser - CD (12,20%), tratamento dentário (4,36%), tarifa de ônibus urbano (2,23%), ingresso para teatro (96,99%), passagem aérea (6,95%) e automóvel de passeio e utilitário usados (-0,50%).
A presidente do Sindicato do Vestuário de Curitiba e Região e integrante do Conselho Temático do Vestuário da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Luciana Bechara, explicou que nos primeiros meses do ano até o carnaval há muitas liquidações. Por isso, segundo ela, quando entra o outono parece que a roupa encareceu.
Ela lembrou que no primeiro semestre de 2011, houve aumento de 40% no fio de algodão. No segundo semestre, esta matéria-prima voltou a ter preços estáveis. Luciana disse que no inverno do ano passado as roupas estavam de 15% a 18% mais caras.
Segundo ela, a coleção de outono/inverno deste ano teve um decréscimo de 10% em relação ao mesmo período de 2011. Os insumos que podem ficar mais caros são itens como zíper e botões de metal. Neste ano, de acordo com ela, o algodão está 10% a 15% mais barato. Luciana disse que o varejo já teve queda de 20% nas vendas nos últimos 30 dias em relação ao mesmo período de 2011. Mesmo o público das classes A e B, tem reduzido as compras no País e procurado locais mais baratos como em Miami, nos Estados Unidos.
O setor ainda sente a concorrência com os importados que possuem tributação de 20%, enquanto os produtos nacionais são taxados em 45%.



