O Programa Estratégico para o Desenvolvimento da Indústria do Vestuário do Paraná, que será apresentado hoje em Maringá, é uma das ações que o setor pretende promover para ‘‘revolucionar’’ a moda produzida no Estado. O primeiro passo será ampliar a participação das indústrias no mercado externo, transformando as regiões Norte e Noroeste em um pólo nacional da moda até o ano 2002. O lançamento será hoje pela manhã no teatro Calil Haddad, seguido de seminário com o consultor Luiz Almeida Marins Filho.
O programa foi elaborado para mudar a estrutura produtiva e criar uma nova cultura empresarial no setor de vestuário, importante gerador de emprego e renda em vários municípios do interior. Apenas para se ter uma idéia do potencial do segmento, os sindicatos das indústrias de confecções de Cianorte, Apucarana, Maringá e Londrina representam cerca de 3 mil empresas, que juntas empregam mais de 50 mil trabalhadores. Apesar do importante papel sócio-econômico, o setor enfrenta obstáculos para ter acesso à novas tecnologias, tem dificuldades em comprar matéria-prima a preços competitivos, investe pouco na capacitação de pessoal e não consegue incorporar novos conceitos de gestão e método de produção.
Os sindicatos do setor, junto com o Sebrae-Pr, Senai e a Fiep vão executar o programa. Hoje em Maringá os empresários vão conhecer detalhes sobre o cronograma de implantação dos projetos. O programa prevê ainda a identificação de linhas de crédito para investimentos em exportação. Os consultores querem incentivar a entrada das empresas no mercado melhorando a qualidade do produto. ‘‘Vamos estar em contato permanente com o que acontece no mundo da moda’’, promete o presidente do sindicato das indústrias de Maringá, Valdir Scalon.

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