Curitiba O nível de emprego no Paraná vem crescendo desde julho de 2002, sendo que este ano a indústria do vestuário está sustentando esse crescimento. A pesquisa sobre emprego industrial feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou aumento de 5,8% nas contratações realizadas em outubro deste ano, na comparação com outubro do ano passado. Esse resultado está acima da média nacional onde a expansão do emprego industrial foi de 4,2%.
O número de contratações superou o de demissões em 12 dos 14 Estados pesquisados, com o contingente de trabalhadores aumentando principalmente em São Paulo e Minas Gerais. Por outro lado, os Estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul tiveram queda no número de contratações, decorrentes de impactos negativos do ramo de alimentos e bebidas e de calçados e couros, respectivamente.
No Paraná, o crescimento do emprego industrial de outubro foi atribuído à expansão do setor do vestuário que aumentou as contratações em 24,7% no mês.''É de longe o setor que mais vem se destacando na criação de empregos'', afirmou a analista do IBGE, Isabela Nunes Pereira. Segundo ela, os setores vinculados ao agronegócio e exportações está dinamizando outros setores industriais, o que está estimulando o aumento das contratações no Estado.
O impacto negativo na criação de empregos em outubro ficou por conta do setor de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicação, cujas contratações caíram 2,7% no mês.
No acumulado do ano, o emprego no Paraná já cresceu 3,5%, resultado também sustentado pela indústria do vestuário, que expandiu as contratações em 12,6% no período janeiro a outubro. Em nível nacional, o Paraná se destacou com uma das taxas mais elevadas na criação de empregos. No País, o crescimento no emprego industrial no período janeiro a outubro foi de 1,4%. O impacto negativo no ano também ficou com o setor de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicação, que reduziu as contratações em 7,1%.
O pagamento de horas trabalhadas aumentou 6,7%, índice também puxado pelo vestuário, que mais contratou. O setor registrou um acréscimo de 16,7% nas horas trabalhadas, disse a analista. Na média, a folha de pagamentos das indústrias aumentou 7,5% durante o mês de outubro. Os melhores salários correspondem à contribuições dos setores de máquinas e equipamentos, onde a folha aumentou 26,2% e o setor alimentos e bebidas, onde a folha cresceu 10,8%.

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