São Paulo- O Dia dos Namorados está chegando e o comércio começa a se esquentar para esta que é considerada terceira melhor data em vendas. Para o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Domingos Solimeo, a estimativa é de que o comércio apresentará elevação de 6% nas vendas em comparação com mesmo período de 2006. ‘‘O frio tem ajudado bastante o varejo de roupas e calçados’’, explica o economista.
  O setor de vestuário e calçadista, disse ele, largará na frente em vendas para o Dia dos Namorados. Depois, seguem os presentes de menor valor, como ‘‘CDs e perfumes’’. Cenário é positivo, devido a recuperação de emprego e renda, queda da taxa de juros, dilatação de prazos no crediário e queda de preços de produtos importados.
  Ao ser questionado se o comércio não poderia registrar um índice mais significativo de crescimento. ‘‘Não temos tido crescimento tão expressivo do emprego como em outras regiões’’, pondera.
  De acordo com sondagem realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), o vilão é o endividamento dos consumidores paulistanos, que deve prejudicar o ritmo de vendas na romântica data. O levantamento mostra que 75% dos entrevistados preferem, se tivessem como optar, liquidar suas dívidas a presentear o namorado. Por sua vez, 63% disseram ter intenção de ir às compras, contra o índice de 45% verificado em 2006. O valor médio do presente é de R$ 56,00 - R$ 2,00 a mais do que a média verificada no ano passado.
  Contrariando os dizeres de que as mulheres são mais românticas que os homens, a sondagem da entidade mostra que a ala masculina está mais disposta a sair às compras do que a parcela feminina - 72% contra 54%. Vestuário e calçados deverão ser a opção mais escolhida pelos consumidores, com 32%, seguido por perfumes ou cosméticos (7%) e DVDs e CDs (5%).

  Rio de Janeiro - Ao contrário das projeções verificadas no varejo paulista, no Rio de Janeiro o comércio está com expectativa bem otimista, com projeção de incremento de 12% nas vendas sobre o mesmo período do ano passado. É o que revelou a pesquisa da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomercio-RJ). Dos 510 empresários entrevistados no levantamento, 69,8 % acreditam que vão superar as vendas de 2006.

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