Vestuário deve exportar US$ 10 milhões em 2000
De acordo com estimativas do Sebrae-PR, as exportações do setor de vestuário no Estado poderão atingir a marca de US$ 10 milhões neste ano. Em 98, o setor exportou US$ 5 milhões e o mesmo volume foi alcançado no ano passado.
O Sebrae-PR desenvolve o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Vestuário do Estado do Paraná, que monitora, uma vez por ano, as 600 empresas mais representativas do setor, num universo de mais de três mil em todo o Estado. Destas, cerca de 60% estão concentradas nas regiões norte (Londrina) e noroeste (Maringá).
Segundo o coordenador do programa na região, Paulo Dichiara, o Sebrae pretende incentivar as exportações através de dois consórcios (nas regiões de Londrina e Maringá) que, inclusive, já dialogam com compradores do Chile e dos Estados Unidos, este último direcionado ao mercado de bonés.
Além disso, o coordenador também aposta na segmentação do mercado em dois tipos de produtos: um mais ligado à criação e tendências; outro, voltado para a produção em massa, com fabricação de produtos para grandes lojas.
Para ampliar as exportações, o empresariado teve que se adequar a um mercado cada vez mais exigente e seletivo. De acordo com Dichiara, a abertura do mercado no Governo FHC e o aumento da concorrência do produto importado, quando o Real manteve paridade com o dólar, forçou a modernização do produto nacional. Os empresários tomaram um susto e começaram a se modernizar, organizando melhor a logística da produção, buscando mais qualidade, produtividade e cumprimento de prazos, analisa.
Forçosamente, esta mudança de postura do setor passou também pela modernização e atualização do parque de máquinas, automatizando a produção. Com isso, as empresas passaram a ter uma necessidade muito forte na área de gerenciamento da produção, suprida, em grande parte, pela atuação do Sebrae-PR.
Em Londrina, outro diferencial na opinião de Dichiara, foi introduzido com a criação do curso de Moda e Estilismo, oferecido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). O curso fez com que o setor ficasse mais atento ao processo de desenvolvimento do produto, sobretudo no que diz respeito à criação.





