O que faz alguém desembolsar R$ 600,
R$ 800 por uma calça jeans? Ou mesmo R$ 1 mil,
R$ 2 mil em um vestido ou
R$ 3 mil em uma bolsa? A resposta está nas etiquetas que esses produtos carregam e que são capazes de encher os olhos de uma infinidade de consumidores.
  Quem compra não está necessariamente buscando uma blusa, um sapato, uma bolsa, mas, sim, um estilo de vida, um símbolo de sucesso, de comportamento e de poder. Engana-se quem pensa que pessoas que optam por adquirir produtos de marcas são consumidores compulsivos, que sacam o cartão sem ao menos saber o quanto estão pagando por aquilo que escolhem. Seletar um produto de luxo está também diretamente ligado à qualidade e exclusividade que ele oferece aos seus clientes.
  Pregam os experts no assunto, que as melhores marcas são aquelas que compreendem as motivações humanas. Cabe uma frase dos ingleses Des Dearlove e Stuart Crainer, autores de ‘‘O Livro Definitivo das Marcas’’: ‘‘Marcas fazem o consumidor sentir-se melhor, diferente, maior, mais contente, mais confortável, mais confiante’’. Para tanto, empresas investem milhões para que o consumidor final compre sem nenhum drama de consciência um tênis de R$ 500, um terno de R$ 5 mil.
  Gerente em Londrina de uma franquia famosa nos quatro cantos do País, Ana Paula Marin sabe como poucos o que uma pessoa busca quando adentra a loja. Segundo ela, qualidade, exclusividade e status fazem a somatória de um grupo que está sempre preocupado em estar bem vestido e, consequentemente, de olho no que acontece no mercado da moda. Indagada sobre o perfil do público que não mede esforços - ou melhor - cifras, para compor o guarda-roupa, Ana Paula explica que idade é um dos fatores que não se põe à mesa e que a classe B está consumindo como nunca.
  ‘‘Atendemos desde a menina moderna que quer uma roupa para festa até as mães que acompanham as filhas. Todas acabam saindo vestidas daqui. Dentro desse perfil a classe A integra uma fatia grande, mas notamos que a classe B cresce a cada coleção. Isso faz toda a diferença, pois fortalece todas as linhas de comunicação’’, explica ela, que enfatiza que hoje a tendência são as marcas terem como identidade atingir públicos com preços de mercadorias que variam, no caso de sua franquia, de
R$ 69 a R$ 1 mil, dependendo da ocasião e do que o cliente procura.

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