Vestibular movimentou R$ 2,5 milhões
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de janeiro de 1997
Bete Fagundes 
Os 11.200 vestibulandos que vieram de fora para as provas na Universidade Estadual de Londrina (UEL) deixaram na cidade cerca de R$ 2,5 milhões em cinco dias, período médio de permanência no município. O valor estimado corresponde a gastos com hospedagem e alimentação (R$ 1.052,518), compras no comércio (R$ 526.298) e taxas de inscrição dos 11.200 candidatos de outras cidades (R$ 896.000) para o concurso realizado de 12 a 15 de janeiro, com um total de 17.297 inscritos.
Os dados fazem parte da pesquisa Perfil do Vestibulando, feita nos dias 12 e 13 nos locais das provas. Um trabalho de campo da Canadá Pesquisas SC Ltda, o primeiro encomendado pelos parceiros Folha de Londrina e Associação Comercial e Industrial, dentro de um projeto que prevê pesquisas mensais inéditas sobre a economia local.
Do universo de 11.200 candidatos residentes em outras cidades, foram entrevistados 450. E a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, adianta Daniel Hatti, responsável pela pesquisa.
Constatou-se, por exemplo, que 5.800 vestibulandos gastaram em média, cada um, R$ 79,00 no comércio. Que um em cada quatro ficou em hotel. Que 30,5% deles querem alugar um imóvel na cidade, se forem aprovados. E que o número de acompanhantes chegou a 1.624 pessoas.
É do Paraná a maior parte dos candidatos de fora de Londrina. Mas o índice (46,3%) quase que empata com o dos paulistas (42,3%). Mato Grosso do Sul aparece em terceiro lugar (7,5%) e Santa Catarina perde (1,5%) para outros Estados (2,4%). A maioria (44,8%) batalha por uma vaga na área Biológica. Humanas ficou com 39,8% e Exatas, 15,4%.
Levantamento
ouviu 450
candidatos
durante as provas
O vestibulando viajou de ônibus (60%) e automóvel (39%) e se hospedou em casa de parentes ou amigos: 42% dos entrevistados. Poucos ficaram em pensão (8%), casa de família (7%) ou república (3%). Curiosamente, 14% deles não se hospedaram na cidade. Outro dado interessante: 31% vieram com mais de um acompanhante, também vestibulandos - outros 26,5% viajaram sozinhos.
Na cidade, a maioria (27,3%) calculava que gastaria menos de R$ 50 com hospedagem e alimentação no período de permanência. Enquanto um grupo (21,3%) estimava gastos entre R$ 101 e R$ 200, outros 12% previam despesas de R$ 201 a R$ 300. Apenas 0,3% programavam gastos superiores a R$ 500.
Do grupo entrevistado, 51,8% responderam sim à pergunta Você fez ou pretende fazer compras no comércio de Londrina?. Outros 39,5% disseram não e 8,7% não sabiam. Sobre a compra ou a intenção de compra, 19,5% computavam gastos de R$ 51 a R$ 100. Quase que o mesmo número de pessoas (18,3%) não souberam estimar. Exatos 12,8% projetavam compras no valor de R$ 50 e 8,3% falavam em gastar de R$ 101 a R$ 200. Dois outros grupos, empatados no índice (0,3%), citaram gastos de R$ 201 a R$ 300 e de R$ 301 a R$ 500.
Nessa questão, porém, a maior parte dos candidatos (40,5%) foi categórica: não comprou nem pretendia comprar no comércio de Londrina. Ao mesmo tempo, a grande maioria (78,8%) revelou que fixa residência na cidade se for aprovada no vestibular (outros 19,8% responderam não e 1,4% ainda não sabiam). Mudando para Londrina, 30,5% dos vestibulandos alugam um imóvel. O outro grande grupo (23,3%) pretende montar uma república com amigos; 6,3% pensam em comprar um imóvel.


