Os 11.200 vestibulandos que vieram de fora para as provas na Universidade Estadual de Londrina (UEL) deixaram na cidade cerca de R$ 2,5 milhões em cinco dias, período médio de permanência no município. O valor estimado corresponde a gastos com hospedagem e alimentação (R$ 1.052,518), compras no comércio (R$ 526.298) e taxas de inscrição dos 11.200 candidatos de outras cidades (R$ 896.000) para o concurso realizado de 12 a 15 de janeiro, com um total de 17.297 inscritos.
Os dados fazem parte da pesquisa ‘‘Perfil do Vestibulando’’, feita nos dias 12 e 13 nos locais das provas. Um trabalho de campo da Canadá Pesquisas SC Ltda, o primeiro encomendado pelos parceiros Folha de Londrina e Associação Comercial e Industrial, dentro de um projeto que prevê pesquisas mensais inéditas sobre a economia local.
Do universo de 11.200 candidatos residentes em outras cidades, foram entrevistados 450. E a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, adianta Daniel Hatti, responsável pela pesquisa.
Constatou-se, por exemplo, que 5.800 vestibulandos gastaram em média, cada um, R$ 79,00 no comércio. Que um em cada quatro ficou em hotel. Que 30,5% deles querem alugar um imóvel na cidade, se forem aprovados. E que o número de acompanhantes chegou a 1.624 pessoas.
É do Paraná a maior parte dos candidatos de fora de Londrina. Mas o índice (46,3%) quase que empata com o dos paulistas (42,3%). Mato Grosso do Sul aparece em terceiro lugar (7,5%) e Santa Catarina perde (1,5%) para outros Estados (2,4%). A maioria (44,8%) batalha por uma vaga na área Biológica. Humanas ficou com 39,8% e Exatas, 15,4%.


Levantamento
ouviu 450
candidatos
durante as provas

O vestibulando viajou de ônibus (60%) e automóvel (39%) e se hospedou em casa de parentes ou amigos: 42% dos entrevistados. Poucos ficaram em pensão (8%), casa de família (7%) ou república (3%). Curiosamente, 14% deles não se hospedaram na cidade. Outro dado interessante: 31% vieram com mais de um acompanhante, também vestibulandos - outros 26,5% viajaram sozinhos.
Na cidade, a maioria (27,3%) calculava que gastaria menos de R$ 50 com hospedagem e alimentação no período de permanência. Enquanto um grupo (21,3%) estimava gastos entre R$ 101 e R$ 200, outros 12% previam despesas de R$ 201 a R$ 300. Apenas 0,3% programavam gastos superiores a R$ 500.
Do grupo entrevistado, 51,8% responderam ‘‘sim’’ à pergunta ‘‘Você fez ou pretende fazer compras no comércio de Londrina?’’. Outros 39,5% disseram ‘‘não’’ e 8,7% não sabiam. Sobre a compra ou a intenção de compra, 19,5% computavam gastos de R$ 51 a R$ 100. Quase que o mesmo número de pessoas (18,3%) não souberam estimar. Exatos 12,8% projetavam compras no valor de R$ 50 e 8,3% falavam em gastar de R$ 101 a R$ 200. Dois outros grupos, empatados no índice (0,3%), citaram gastos de R$ 201 a R$ 300 e de R$ 301 a R$ 500.
Nessa questão, porém, a maior parte dos candidatos (40,5%) foi categórica: não comprou nem pretendia comprar no comércio de Londrina. Ao mesmo tempo, a grande maioria (78,8%) revelou que fixa residência na cidade se for aprovada no vestibular (outros 19,8% responderam ‘‘não’’ e 1,4% ainda não sabiam). Mudando para Londrina, 30,5% dos vestibulandos alugam um imóvel. O outro grande grupo (23,3%) pretende montar uma ‘‘república’’ com amigos; 6,3% pensam em comprar um imóvel.

mockup