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Londrina

Economia

m de leitura Atualizado em 04/03/2022, 16:02

Vestibular da UEL movimenta Londrina no fim de semana

Setor de eventos vê no concurso a oportunidade de conseguir amenizar os prejuízos causados pela pandemia

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de março de 2022

Vítor Ogawa - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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Ainda vivendo um período de dificuldades econômicas decorrentes da pandemia de Covid-19, o setor de hotéis, bares e restaurantes vê no vestibular da UEL (Universidade Estadual de Londrina) a oportunidade de conseguir amenizar os prejuízos registrados pelo setor. Dos 22.587 candidatos que realizarão o concurso, 7.337 estudantes são provenientes de Londrina e 15.250 candidatos de fora. Só de São Paulo e outros estados são 7.228 candidatos. 

Dos 22.587 candidatos que realizarão o concurso, 7.337 estudantes são provenientes de Londrina e 15.250 candidatos de fora. Dos 22.587 candidatos que realizarão o concurso, 7.337 estudantes são provenientes de Londrina e 15.250 candidatos de fora.
Dos 22.587 candidatos que realizarão o concurso, 7.337 estudantes são provenientes de Londrina e 15.250 candidatos de fora. |  Foto: Arquivo/ Agência UEL
 

Herica Galli, presidente do Londrina Convention & Visitors Bureau, ressaltou que o vestibular permite que o setor hoteleiro atinja 100% de ocupação em Londrina e região. “Hoje é só um dia de prova. Antigamente ainda eram dois a três dias e a gente ficava mais tempo lotado e movimentava ainda mais a cidade. Mas começamos o ano bem. Será um dos primeiros eventos da cidade que irá movimentar mais os bares, restaurantes e o setor hoteleiro”, ressaltou Galli, que atua no setor hoteleiro.

Ela afirmou que a prova em apenas um dia, contra as realizadas em três dias antes da pandemia, acaba resultando em apenas uma diária. “Mesmo quem chega para se ambientar com a cidade e chega no sábado para descansar já faz o check out no domingo pela manhã e já vão fazer as provas. Eles não ficam sexta, sábado, domingo e segunda como era antes”, destacou. Galli enalteceu que o tíquete médio de quem permanece na cidade é de R$ 220 por dia. “A gente fala que é um dinheiro novo, injetado em diversos segmentos, e a hotelaria acaba sendo um termômetro, mas vem o taxista; o padeiro fornece o pão, o comércio de bebidas se movimenta, o açougue do bairro, a lavanderia, os bares e restaurantes também. E assim todos esses setores vão ganhando e isso acaba movimentando todo o turismo de eventos da cidade diretamente e vários outros setores indiretamente”, ressaltou.

Ela só lamentou que apenas as lojas de shopping centers sejam beneficiadas, enquanto o comércio de rua fica fechado durante o evento. “Aqui deveria ser como muitas cidades turísticas, como Gramado, e deveria permitir que as lojas do Centro, por exemplo, ficassem abertas”, ressaltou.

INCREMENTO BEM-VINDO

Alzir Bocchi, presidente do Sindhotéis Londrina (Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Londrina e Região) ressaltou que esse incremento na ocupação da hotelaria da cidade é muito bem-vindo. “Ainda que seja apenas uma diária, já vai amenizar o estrago que essa pandemia fez nos últimos dois anos. Esses visitantes vão movimentar a cidade toda, não somente os hotéis, mas restaurantes, táxis e as lojas que ficam abertas no sábado e no domingo. Os prejuízos com a pandemia foram muito grandes. Os hotéis ficaram vazios e os restaurantes tiveram que reduzir o sistema de atendimento. Consequentemente o nosso faturamento caiu muito e com as mudanças de protocolo de atendimento foram feitas muitas mudanças que também foram bancadas pelo nosso caixa, ou seja, foram despesas que não estavam programadas justamente quando houve decréscimo de usuários”, apontou.

A perspectiva do setor, a partir de agora, é de melhoria crescente, segundo a perspectiva do presidente do Sindhotéis. “Agora, como boa parte da população já está vacinada, nós temos mais segurança. Nós temos convivido com este estado de coisas e a gente espera que depois deste vestibular as coisas melhorem. Teremos a Páscoa, a Exposição Agropecuária. Nós estamos otimistas. A categoria toda está otimista que volte pelo menos a 70%.ou 80% do movimento que registramos antes da pandemia.”, declarou Bocchi.

O economista Marcos Rambalducci, professor na UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), afirma que os candidatos que vêm de fora gastam com o deslocamento e isso gera consumo de combustível. “Eles também realizam no mínimo duas refeições no dia para se alimentar. Se na média cada um gastar R$220 e pelo menos 20 mil candidatos realizarem esse gasto, significa R$ 4,4 milhões de movimentação. Isso realmente traz uma movimentação espetacular para a cidade. E a gente está falando de refeição, mas são jovens que podem aproveitar a vinda para Londrina e evidentemente vão acabar indo para a balada, para bares e para conhecer a cidade como um todo. Isso traz uma movimentação incrível, uma dinâmica diferente para o município em um momento que mais precisamos disso”, enalteceu.

Ele ressaltou que a data do vestibular foi estrategicamente colocada em um momento que não há competição com nenhum outro evento de grande porte. “Exatamente quando a gente mais precisa, pois nós não temos mais comemorações. O Carnaval já passou e não temos nenhuma celebração que movimente o comércio de uma maneira mais significativa”, apontou.

“Claro que a redução do número de dias de prova trouxe um prejuízo para a cidade de alguma forma, disso não há a menor dúvida, principalmente no que diz respeito ao setor hoteleiro. Esses candidatos que vêm agora vão ficar muito menos tempo, então é um prejuízo para o setor de eventos, na medida em que o candidato não precisa fazer um desembolso tão grande como o que fazia em três dias. Mas é bom a gente levar em consideração que isso atende demais a demanda desses candidatos, que evidentemente é um investimento que nem sempre tem retorno, porque não há uma garantia de que ele vai passar."

Por outro lado, o economista diz que não há a menor dúvida de que esta medida sanitária de reduzir os dias de provas é absolutamente interessante e necessária neste momento, pois embora reduza o fluxo e a circulação de dinheiro na cidade, evidentemente que isso pode ser compensado. "Se essa medida não fosse tomada haveria uma incidência muito maior do processo de pandemia, e a gente teria de voltar a ter ações que já vivemos no passado. Não me parece que estender o número de dias do vestibular seja uma medida adequada,  se ele pode ser realizado em apenas um dia, evitando a disseminação. A propagação de um vírus que de qualquer forma continua matando pessoas. As medidas estão acertadas, mas evidentemente tem algum prejuízo financeiro em termos de circulação de dinheiro aqui na nossa cidade”, declarou Rambalducci.

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PROVAS

Mesmo com a intensificação da imunização contra a Covid-19 na população brasileira, o vestibular será realizado neste domingo (6), às 14 horas, de acordo com as regras sanitárias exigidas. Serão menos locais de provas e menos alunos nas salas de provas.  "Serão 58 locais de provas, entre universidades públicas e privadas e colégios públicos e privados em todas as regiões da cidade.", expôs a coordenadora Sandra Regina de Oliveira Garcia, da Cops (Coordenadoria de Processos Seletivos) da Universidade Estadual de Londrina. "Seguiremos o mesmo protocolo de segurança do último vestibular. Todos os espaços são higienizados, haverá álcool em gel disponível em todos os espaços, o uso de máscara é obrigatório e a aferição da temperatura na entrada. O candidato pode levar o seu proprio álcool, em recipiente transparente. Deve levar água também num recipiente transparente." Devido à pandemia, os bebedouros só poderão ser utilizados para reposição de água. 

O candidato deverá  ainda levar uma caneta esferográfica com corpo transparente e carga de cor preta ou azul escuro. "Pode também levar lápis, apontador e borracha." "Não iremos exigir o cartão de vacinação contra a Covid-19. Se o candidato tiver sintoma vai ser deslocado para uma sala com  isolamento", expôs a coordenadora. 

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