Vereadores temem pelo futuro da operadora
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quarta-feira, 26 de novembro de 2003
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Em vez da pauta do dia, o assunto que dominou boa parte da sessão de ontem na Câmara de Vereadores de Londrina foi o ingresso da operadora TIM no mercado de telefonia celular do município.
Nas discussões entre os parlamentares, o que mais ficou evidente foi a insegurança quanto ao futuro da londrinense Sercomtel Celular, com a chegada de uma empresa multinacional e, acredita-se, de alta competitividade para a exploração dos serviços. Segundo o presidente da Casa, vereador Orlando Bonilha (PL), dificilmente o páreo será dos mais fáceis para a Celular. ''Se a TIM opera praticamente no mundo todo, como que uma empresa de abrangência limitada como a Sercomtel vai concorrer?'', questionou. Na sessão, Bonilha ainda comunicou ao Plenário o convite feito ao diretor da telefônica, João Rezende, para que ele exponha ''a real situação da empresa'' aos parlamentares, com custos e rendimentos dos últimos seis meses. Rezende confirmou presença para a próxima quarta-feira, às 14 horas, na Câmara.
Execução judicial - A Sercomtel impetrou o processo de execução judicial contra a Lynxcom na última segunda-feira. Hoje, o mesmo será feito com a Kohlbach que, assim como a outra, é sócia da estatal londrinense na Adatel (TV a cabo em Osasco/SP e São José/SC), na Ask (empresa de call center em Londrina e Curitiba) e na SMTV (TV a cabo em Maringá).
De acordo com o presidente da Sercomtel João Rezende, as sócias estão sendo cobradas porque nunca investiram nas empresas que foram adquiridas há, aproximadamente, quatro anos. A dívida delas com a Sercomtel é de R$ 11 milhões e com os fornecedores chega a R$ 45 milhões. ''Estamos à procura de parceiros que arrendem ou comprem essas empresas no todo ou parcialmente'', esclareceu o executivo, que preferiu não adiantar mais informações para não atrapalhar as negociações. (Colaborou Betânia Rodrigues)


