Mauro FrassonQuestão de economiaO vendedor André Luiz Cardoso aprova o sistema: para ele, o preço é o que mais pesa na hora da opção pelo auto-serviço de combustívelOs vereadores aprovaram ontem em primeira discussão o projeto de lei que restringe o sistema self service em postos de combustíveis em Curitiba. A aprovação só foi garantida depois que o autor do projeto, vereador Natálio Stica (PT), concordou em amenizar o texto original em um substitutivo. Ao invés de proibir completamente, a lei determina que os postos mantenham pelo menos dois terços da bombas sendo operadas por frentistas.
A suavização do projeto foi imposta pela Prefeitura Municipal, que considerou exagerado e retrógrado o fim do auto-atendimento. ‘‘Não concordamos com a proibição pura e simples’’, disse o secretário municipal de Governo, Marcos Isfer, ao ser consultado por Stica.
O substitutivo, que vai hoje para segunda votação, determina que os postos implantem o self service apenas nas bombas que possuam bicos automáticos de liberação e travamento de combustível, impedindo que sejam usadas as bombas convencionais. O projeto obriga ainda que o posto mantenha um profissional especializado em segurança de produtos infláveis.
Natálio Stica defende o projeto alegando que o auto-atendimento representa desemprego para os frentistas. ‘‘Já foram demitidos 120 trabalhadores em sete postos que implantaram o sistema’’, afirmou o vereador.
A Esso - rede pioneira no serviço de auto-atendimento no País - contesta que o sistema provoque desemprego. ‘‘Todo o posto que tenha o self service é obrigado a oferecer novos serviços. Os frentistas só são relocados de função’’, garantiu o gerente de vendas da Esso no Paraná, Oli Sachet. Ele citou como exemplo o Posto Capanema, que tinha 17 empregados e hoje tem 19, apesar de o consumidor abastecer sozinho o seu carro.
O que atrai os clientes para o auto-atendimento é o preço final que o posto pode cobrar. A redução chega a 3%. ‘‘Eu venho aqui por causa do preço e porque tenho controle sobre o serviço’’, afirmou o vendedor André Luiz Cardoso. Já a estudante Gisele Duarte Doetzer elogia a rapidez do sistema. ‘‘Não preciso ficar esperando que o frentista me atenda’’, disse.

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