Os vereadores que compõem a Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente da Câmara de Londrina esperam que o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que administra a Mata dos Godoy, possa dar uma luz ao debate sobre o uso da zona de amortecimento do parque como zona urbana e industrial. O grupo é presidido por Gaúcho Tamarrado (PDT), autor de vários projetos de lei que atacam diretamente fundos de vale.
Para Tamarrado, a discussão de hoje é necessária para saber o que pode ou não ser construído naquela área. "Mas o que pega mesmo é não poder virar zona urbana. Isso prejudica o crescimento da cidade", afirma.
Rony Alves (PTB), vice-presidente da comissão, questiona a extensão da zona de amortecimento, já que, em alguns pontos, cobre até 2 metros a partir da mata e, em outros, chega a 21 quilômetros de distância. Ele defende o debate para compreender o que diz a legislação, a argumentação dos moradores do entorno, ONG MAE e Codel mas, o mais importante, quais os fundamentos do IAP para delimitar a região.
Integrante da comissão, Elza Correia (PMDB) diz ainda não ter opinião formada sobre o assunto e que a reunião de hoje é essencial para chegar a um entendimento sobre o caso, com base em dados e informações técnicas.
Participam do debate hoje representantes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, do IAP, da Prefeitura, do Conselho Municipal da Cidade (CMC), do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) e da ONG MAE.

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