Vereadores favoráveis se calam
Embora presentes, vereadores que dizem ser favoráveis ao projeto 172 também não discursaram, temendo as vaias dos comerciários. Já os contrários aproveitaram para ganhar a simpatia dos trabalhadores. O vereador Jacks Dias (PT) relatou as emendas que apresentou ao projeto que, se aprovadas, deixam o horário do comércio praticamente como está hoje. ''A nossa emenda vem de uma discussão com os sindicatos e grupos de comerciários'', justificou.
Rony Alves (PTB) tentou ser ainda mais simpático e adiantou que votará a favor das emendas do colega petista. Mas deu a entender que poderá propor uma restrição maior para os supermercados, que hoje podem funcionar todos os domingos. ''Por que não pensarmos em (só permitir a abertura ) dois domingos por mês, das 8 às 13 horas?'', questionou Alves.
Sandra Graça (PP), que em enquete à FOLHA havia anunciado seu voto a favor, comunicou, durante a audiência, que mudou de ideia. Ela disse, no entanto, que não foi a presença em massa dos trabalhadores que a fez repensar o assunto. Uma pesquisa realizada por sua assessoria, de acordo com a vereadora, motivou a mudança de postura. ''Foram ouvidas 709 pessoas, entre comerciários e comerciantes, e 639 disseram que não querem o novo horário'', justificou.
''Meu mandato pertence a minha igreja. Vou votar de acordo com a orientação da minha igreja'', arguiu Joel Garcia (PTN). A petista Lenir de Assis (PT) apelou para o discurso anticonsumismo. ''A nossa sociedade, se quiser ser moderna, tem de pensar no quanto consumimos. Do jeito que está (o horário do comércio), já atende o que necessitamos.'' (N.B.)





