Jaci diz que espera a aprovação do seu pedido: terreno custou R$ 1,2 milhãoO vereador Jaci Aguiar (PDT) protocolou ontem, na Câmara, pedido para revogação da doação e da prorrogação do prazo de doação do terreno da Pepsi-Cola em Londrina. Aguiar diz ter resolvido entrar com o pedido depois de ler reportagem publicada pela Folha de Londrina, neste caderno, no último sábado. ‘‘A declaração do presidente da Baesa, Buenos Aires Engarrafadora S.A, Vasco Luce, de que a empresa não tem planos para a retomada das obras, é uma afronta para a cidade’’, reclama. ‘‘Também li na Veja desta semana que a dívida da Baesa chega a US$ 800 milhões’’.
‘‘Não podemos ficar esperando o mercado melhorar para a empresa resolver investir em Londrina. O terreno, doado pela Companhia de Desenvolvimento de Londrina, Codel, custou cerca de US$ 1,2 milhão à prefeitura’’, argumenta Aguiar. Ele espera que a maioria dos vereadores apoie seu projeto, que deve ir a plenário nos próximos dias.
Aguiar espera que o terreno ‘‘que está ocioso e que foi doado com a expectativa de gerar mais de 200 empregos na cidade’’ volte às mãos do poder público para que a Codel possa repassá-lo à outra empresa. ‘‘A Câmara, que é um orgão fiscalizador, tem que tomar alguma atitude neste sentido’’.
O presidente da Codel, vice-prefeito Alex Canziani, diz que entrará em contato com a Pepsi nesta semana. Ele quer marcar uma reunião com um dos diretores da empresa para saber quais os planos da engarrafadora para Londrina. ‘‘Há 15 dias, entrei em contato com a Pepsi pedindo a realização da reunião mas até agora não obtive resposta’’, diz. ‘‘Se a empresa não for retomar às obras logo, concordo com o pedido de revogação da doação do terreno’’, afirma Canziani.
Com 120 mil metros quadrados, o terreno da Pepsi-Cola fica na BR-369, saída para Ibiporã. A Câmara autorizou a doação do terreno no dia 9 de junho de 95. A prorrogação do prazo para a conclusão das obras da Pepsi - que termina no dia 31 de dezembro deste ano - foi concedida em julho do ano passado.
A construção da indústria em Londrina começou em meados de 95 e foi suspensa pouco tempo depois - em agosto - por causa da denúncia de superfaturamento na compra do terreno. Apesar do inquérito sobre a denúncia ter sido arquivado em setembro de 95, as obras não foram mais retomadas. Há um ano, a Pepsi construiu um depósito no local, para distribuição do refrigerante.
EstrangeirosEnquanto espera a solução para o caso Pepsi, o presidente da Codel, Alex Canziani, diz que está trabalhando. Ontem, por exemplo, ele mostrou ‘‘as potencialidades econômicas da cidade’’ a dois empresários estrangeiros, que desembarcaram à tarde em Londrina.
‘‘Estamos estudando a possibilidade de contratá-los como consultores para o projeto do parque tecnológico e de outros projetos de lazer como o do parque Arthur Thomas’’, disse Canziani. Segundo ele, um empresário é americano - de uma empresa de entretenimento - e o outro é japonês, do setor de construção civil.

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