Postos de combustível de Cascavel estão praticando preços praticamente iguais, o que significaria a ‘‘cartelização’’ do setor. A denúncia foi feita na noite de anteontem na Câmara Municipal pelo vereador Guerino Zotti (sem partido), que apresentou levantamento feito em 31 postos.
Segundo o vereador, a diferença de preços constatada entre os estabelecimentos consultados ‘‘é de centavinhos’’. O presidente do Sindicato dos Postos de Combustível, Rosalvo Tavares da Silva, ouvido pela Folha, disse que, se há ‘‘cartelização’’, ela está nas distribuidoras, ‘‘que praticam preços semelhantes’’.
O levantamento, feito nos principais postos de Cascavel, entre os 53 existentes, indica que a maioria vende gasolina comum na faixa de R$ 1,12 o litro. Apenas quatro postos cobram preço inferior, ainda assim com diferenças mínimas. A variação fica entre R$ 1,12 e R$ 1,17. No caso da gasolina aditivada, a média é de R$ 1,20.
O óleo, que tem preço tabelado em R$ 0,52, foi encontrado, na pesquisa do vereador, apenas em três postos com preço inferior - R$ 0,50 e R$ 0,51. Nas bombas de álcool, as diferenças também são de ‘‘centavinhos’’ - na expressão do vereador.
Para o presidente do sindicato dos empresários do setor, os postos ‘‘aparecem injustamente como vilões da história’’. Ele diz que os donos de carros - e a Câmara - deveriam se voltar ‘‘aos distribuidores’’. Segundo Tavares da Silva, além do custo do combustível ser ‘‘praticamente igual’’, para os revendedores, também é assemelhado seu custo operacional e a margem de lucro, ‘‘entre 13% e 17%’’. Estes percentuais ‘‘são pouco significativos’’, afirma.

mockup