Vereador denuncia 'cartel' de postos
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quinta-feira, 29 de abril de 1999
Paulo Pegoraro 
Postos de combustível de Cascavel estão praticando preços praticamente iguais, o que significaria a cartelização do setor. A denúncia foi feita na noite de anteontem na Câmara Municipal pelo vereador Guerino Zotti (sem partido), que apresentou levantamento feito em 31 postos.
Segundo o vereador, a diferença de preços constatada entre os estabelecimentos consultados é de centavinhos. O presidente do Sindicato dos Postos de Combustível, Rosalvo Tavares da Silva, ouvido pela Folha, disse que, se há cartelização, ela está nas distribuidoras, que praticam preços semelhantes.
O levantamento, feito nos principais postos de Cascavel, entre os 53 existentes, indica que a maioria vende gasolina comum na faixa de R$ 1,12 o litro. Apenas quatro postos cobram preço inferior, ainda assim com diferenças mínimas. A variação fica entre R$ 1,12 e R$ 1,17. No caso da gasolina aditivada, a média é de R$ 1,20.
O óleo, que tem preço tabelado em R$ 0,52, foi encontrado, na pesquisa do vereador, apenas em três postos com preço inferior - R$ 0,50 e R$ 0,51. Nas bombas de álcool, as diferenças também são de centavinhos - na expressão do vereador.
Para o presidente do sindicato dos empresários do setor, os postos aparecem injustamente como vilões da história. Ele diz que os donos de carros - e a Câmara - deveriam se voltar aos distribuidores. Segundo Tavares da Silva, além do custo do combustível ser praticamente igual, para os revendedores, também é assemelhado seu custo operacional e a margem de lucro, entre 13% e 17%. Estes percentuais são pouco significativos, afirma.


