Curitiba - O empresário brasileiro interessado em exportar para o maior mercado mundial, os Estados Unidos, deve começar fazendo um intenso trabalho de pesquisa. Isso inclui visitas a exposições e feiras para conhecer os competidores, o catálogo das fábricas e preços praticados. Só com uma pesquisa minuciosa, ele terá condições de identificar os produtos com potencial de mercado, a qualidade necesária, preços e condições de pagamento mínimo que garantam competitividade no mercado americano.
Este foi o conselho que empresários dos mais diferentes ramos ouviram, ontem, nas palestras feitas em Curitiba pelo presidente da Brazilian American Chamber of Commerce of Florida, Paulo Rocha, também proprietário de empresa de consultoria especializada em estratégias de entrada no mercado americano. Rocha mora desde 1962 nos Estados Unidos e é um dos consultores mais requisitados por empresas brasileiras.
Com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 10 trilhões, ou seja, oito vezes mais do que o PIB brasileiro, os Estados Unidos representam hoje o maior mercado do mundo. Com isso, o País tende a ser cada vez mais exigente nas importações. São grandes as barreiras aos produtos brasileiros, segundo ele, mas podem ser ultrapassadas com organização e profissionalismo. Produtos exportados pelo Brasil, como têxteis, aço e agrícolas, estão sujeitos a uma política de protecionismo nos EUA, mas mesmo assim têm exportação garantida pelo Brasil.

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