Curitiba - A vendedora Tatiana Riges, 28 anos, que trabalha numa loja de produtos de decoração no Shopping Mueller, quase ficou no prejuízo. No ano passado, durante o período de vendas de fim de ano, três jovens apresentaram uma nota de R$ 100,00 para comprarem um produto no valor de R$ 3,50. ''O mais estranho é que eles nem olharam a loja. Só pegaram um produto pequeno e foram direto pagar''. Quando Tatiana informou que não tinha troco, os jovens ficaram de trocar o dinheiro em outro lugar, para só depois levarem o produto, ''mas eles até hoje não apareceram'', conta.
Desde então, a vendedora adotou a chamada ''caneta mágica'', comum mas lojas mais centrais de Curitiba e não recomendada pelo BC, de acordo com o gerente Rutz Júnior. ''O princípio de que, riscando a nota com a caneta, a tinta clara representará que é verdadeira e a tinta escura indicará que é falsa, nem sempre dá certo'', explica ele.
Mesmo assim, a proprietária de uma loja no Centro de Curitiba Vanessa Gonçalves, 35 anos, não abandonou o método, que segundo ela já serviu para identificar duas cédulas falsas. ''Eu presto atenção na qualidade do papel, mas também sempre uso a caneta, por segurança''. Segundo ela, a caneta é importada, custa em torno de R$ 12,00, e deve ser trocada a cada três meses. (C.S.)

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