A vendedora Sueli de Almeida Souza, de Apucarana, teve sua casa arrombada no dia 27 de fevereiro. Os ladrões levaram tudo que puderam: eletrodomésticos, filmadora, roupas, jóias, computador, e ainda deixaram portas destruídas. O prejuízo foi calculado em R$ 17 mil. ‘‘Quando cheguei em casa fiquei desesperada. Levaram tudo’’, conta ela.
Outra dor de cabeça Sueli teve quando tentou o ressarcimento total dos prejuízos junto à seguradora na qual havia contratado o seguro contra roubo para sua casa, a Seguradora Marítima. Segundo ela, todas as formalidades exigidas pela seguradora foram cumpridas. ‘‘Fiz pesquisa e enviei três orçamentos de cada coisa que me foi roubada. A própria seguradora me apontou o valor de R$ 17 mil, mas só me pagou R$ 9,5 mil’’, relata.
Sueli diz que há três meses tenta um acordo com a empresa. ‘‘Eles sempre me dizem que vão tentar resolver, prometem um acordo, mas até agora nada.’’ Entre os itens pagos pela seguradora, a vendedora cita o microondas, uma TV de 29 polegadas, um aparelho de som Toshiba. O computador, no entanto, foi parcialmente pago. O equipamento avaliado, segundo ela, em R$ 2,7 mil, foi ressarcido em apenas R$ 500,00.
Não foram ressarcidos os valores referentes à uma filmadora, avaliada em US$ 3,7 mil, um videocassete, roupas, calçados, CDs e os estragos que os ladrões provocaram. ‘‘A seguradora alega que não pode me ressarcir a filmadora porque não apresentei o manual. Mas os ladrões o levaram junto com o equipamento’’, observa ela, acrescentando que é viúva e que os bens que perdeu foram adquiridos ao longo de uma vida, no período em que o marido ainda era vivo.
De acordo com informaçõs obtidas junto à seguradora, foi autorizado o pagamento do restante do valor apurado, na última quarta-feira. O diretor da empresa, no entanto, não retornou as ligações do jornal para maiores detalhes sobre o contrato de Sueli Souza.

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