A percepção da vendedora Patricia Fernanda Pires, da Bolivar Calçados, é de que há elevação de produtividade e de receita no comércio ano a ano. Depois de 13 anos na atividade, dos quais oito na loja londrinense, ela acredita que o setor se mantém forte mesmo em momentos em que a atividade econômica diminui. "Desde que entrei, sempre dá uma melhorada e, quanto mais conseguimos vender, mais o salário cresce", diz Patricia, que trabalha por comissão.
Entrar no mercado de trabalho como vendedora foi natural para ela. "Sempre gostei, mas procurei lojas de rua porque prefiro em relação aos shoppings, onde você precisa fazer plantão aos domingos", conta. Por gostar de sapatos e pelo bom ambiente da loja, ela não pensa em mudar de ramo. Nos momentos em que Patricia chegou a pensar em enfrentar um novo desafio, foi justamente o salário que a segurou. "Algumas amigas já me falaram que trabalhar como atendente em clínicas é tranquilo, mas, se você vende bem no comércio, ganha mais", exemplifica.
Para o diretor da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) Brasílio Fonseca, seria complicado fazer uma análise sobre a situação econômica dos lojistas. Ele afirma que o comércio tem seus altos e baixos, mas tem se mantido em crescimento. O problema é o reflexo em outros setores. "A indústria tenta se manter e não dá para dizer que uma coisa sustenta a outra. Ideal seria ter uma espiral em que todos crescessem."

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