Depois de anos gastando demais com supérfluos e utilizando cartões de crédito sem muito critério, a vendedora Thaiana Morais aprendeu algumas lições na hora de comprar a prazo. ''Parei de consumir por impulso, analiso a taxa de juro embutida e uso apenas um cartão de crédito'', conta ela, que aposentou os cartões de lojas de departamento. ''Tenho três, mas não uso''.
A vendedora mudou sua conduta assim que a fatura com cartão de crédito chegou a R$ 1,5 mil. Hoje, não passa de R$ 300. A mudança é recente - apenas dois meses -, mas Thaiana está empenhada em persistir. Ela lembra que antes, quando trabalhava na área central, aproveitava o intervalo de almoço para andar pelas lojas e acabava se excedendo nas compras pessoais (roupas, acessórios, sapatos, bijuterias).
''Eu acabava levando muita coisa que nunca ia usar. Até hoje, tenho amigos que falam que posso ficar um ano sem comprar nada para o meu guarda-roupa, de tanto que já comprei'', diz. Thaiana lembra que qualquer anúncio de promoção chamava a sua atenção, mesmo quando o desconto nem era tão vantajoso. ''Cheguei a comprar sete biquínis de uma só vez. Estávamos em pleno inverno e eu nem tinha viagem marcada para alguma praia'', revela.
Quando usava cartões de loja de departamento, Thaiana lembra que uma vez parcelou uma compra em oito vezes, por insistência da atendente, e teve que pagar juros altos. ''A vendedora não me informou sobre os juros. Depois disso, cancelei o cartão daquela loja'', conta. (G.M.)

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