Vendedor de cocadas cresceu junto com a Feira
Para um comerciante em especial, participar da 38 edição da Exposição de Maringá tem um significado bem diferente. Desde 1973 trabalhando na Feira, Oscar Francisco da Costa passou de um simples vendedor de cocadas a um forte empresário do ramo alimentício.
De 1969 até 1972, o senhor nascido em Fernandópolis, interior de São Paulo, trabalhou de empregado em outra banca de cocada, quando percebeu que o negócio poderia ser lucrativo. ''No começo viajava de carona, dava uma força para os amigos. Em 1973, já abri minha primeira 'barraca'. Hoje, só aqui na Expoingá, possuo seis bancas de cocada, sendo três para venda e três para fabricação do produto'', retrata Oscar.
Atualmente, o empresário possui nove funcionários que viajam com ele por diversas feiras, principalmente nos estados do Paraná e São Paulo. A estrutura construída por Oscar possui três caminhões grandes, uma perua para levar seus empregados e uma camionete. ''Todo ano a produção de cocada aumenta. Só neste evento utilizo mais de 4 toneladas de coco. No começo, acho que até poderia vender mais, mas não tinha estrutura para produzir muito'', comenta o ''self-made man'' brasileiro.
O que mais surpreende é a quantidade de unidades de cocada que o empresário vende diariamente numa feira como a Expoingá: cerca de 1,2 mil peças a R$ 3,00 cada uma, o que gera um faturamento de quase R$ 40 mil em dez dias, sem contar o doce de leite também produzido por ele. ''Em cada feira que vamos trabalhar, nos adequamos a um tipo de produto. Na praia de Ipanema, aqui no Paraná, tenho uma barraca de milho verde, cocada e churros'', explica Costa.
Toda a dedicação de Oscar fez com que ele conquistasse sua casa própria e agora invista até no mercado de imóveis. ''Resolvi comprar umas casinhas de aluguel e tenho um ranchinho no beira do rio para descansar. Hoje estou tranquilo, não tenho do que reclamar'', finaliza o humilde senhor de 63 anos. (V.L)





