O comércio eletrônico ocorre com muito mais força entre empresas do que entre o varejo e o consumidor final. Essa é a opinião do professor da FAE, Marcelo Piragibe Santiago. ''O business to business (entre empresas) cresceu 38% no ano passado, enquanto que o bussinesse to consumer (negócio para consumidor) cresce de forma mais lenta'', afirmou.
Santiago cita o caso da Renault, que ocupa o quarto lugar entre as empresas que mais venderam por Intenet no ano passado. ''Quem faz o pedido na maioria das vezes é a concessionária. Isso acontece com as outras montadoras, já que os populares todos estão sendo vendidos assim. Não quer dizer necessariamente que as pessoas estejam comprando mais através do comércio eletrônico'', salientou. Já no caso das empresas, as trocas eletrônicas ocorrem com força maior. ''Há uma racionalização dos custos e redução do volume de trabalho'', afirmou.
Alguns produtos são muito difíceis de vender via Internet, observou o professor. ''Vender perfume, roupa ou calçado no comércio eletrônico é muito complicado''. Segundo Santiago, dificilmente há o comércio eletrônico ''puro''. ''Sempre há parcerias para possibilitar que parte do negócio seja é feita via Internet e outra pessoalmente'', disse.
O gerente comercial do Bonde, Giordano Poletto, cita o caso dos classificados como exemplo dessa união entre Internet e venda tradicional: ''Os classificados funcionam muito bem. Não quer dizer que a pessoa vai fazer a compra via Internet, mas ela fica sabendo das opções que tem, pode procurar bastante''. (R.F.)

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