Vendas para Dia das Crianças têm menor alta em 4 anos
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
As vendas para o Dia das Crianças cresceram 3,15% em relação ao mesmo período do ano passado, o menor resultado dos últimos quatro anos. Os números não são surpresa para representantes do comércio, diante do momento de baixa confiança do consumidor pela pressão da inflação e pelo crédito mais caro. Mas a expectativa é de que a população tenha segurado os gastos para o fim do ano.
Segundo dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), com base no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o crescimento havia sido de 4,80% em 2012, 5,91% em 2011 e 8,74% em 2010, sempre na comparação com o ano imediatamente anterior. A coleta de dados é feita sobre compras parceladas na semana que antecede a data, de 5 a 11 de outubro.
O presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, afirma que os comerciantes esperavam a desaceleração nas vendas porque os reajustes nos juros neste ano deixaram o crédito mais caro. "O consumidor brasileiro está mais cauteloso, fato que o leva a priorizar compras à vista, com um tíquete médio menor, e a renegociar dívidas já assumidas."
Para o diretor da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) Brasilio Fonseca, o desaquecimento do primeiro semestre em quase todos os setores serviu de indicativo de que as vendas não seriam tão boas. "Esse ano foi de crescimento menor, porque foi complicado, com muitos desafios, e esse resultado é melhor do que não crescer."
Apesar de não ter em mãos os números da Acil, que devem sair amanhã, Fonseca diz que é preciso entender que não é sempre que se pode dar um salto nas vendas. "Temos de nos habituar com números mais normais. Falar em 10%, 15% é irreal."
O diretor de planejamento e gestão da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio) do Paraná, Dieter Lengning, lembra que o consumidor tem demonstrado um cuidado maior com as contas. "O endividamento, de forma geral, teve pequenas quedas mensais poque as pessoas procuram sair das dívidas e porque a oferta de crédito é menor do que nos últimos dois anos."
Os três representantes do setor, no entanto, acreditam que ainda há espaço para crescimento nas vendas até dezembro. "Existe uma demanda reprimida para o fim do ano porque há fortes agentes motivadores para o consumo, que são o Natal e o Ano Novo", afirma o diretor da Acil.
Fonseca acredita que o comércio em Londrina deve fechar o ano com alta de 4%. Lengning faz uma previsão mais otimista para o Paraná. "Descontada a inflação, acredito que o índice fique entre 6% e 8%."



