Vendas nos supermercados ficam abaixo da expectativa
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sexta-feira, 15 de agosto de 1997
Carmem Murara Curitiba 
O volume de vendas nos supermercados paranaenses apresentou um crescimento, no semestre, abaixo da expectativa dos empresários do setor. No início do ano, a Associação dos Supermercadistas do Paraná (Apras) estimava fechar um aumento de 5% nas vendas em relação aos seis primeiros meses de 1996. Mas a variação foi de 1,43%. O levantamento não inclui o mês de julho, mas a tendência verificada no mês passado era de estabilidade.
As vendas têm se mantido num mesmo patamar, com tendência de queda em alguns meses. A quantidade de mercadoria vendida em junho foi 10% inferior ao mês de maio. O mês que apresentou maior queda foi janeiro, quando as vendas foram 30% menores que dezembro. Mas como dezembro é o mais onde o consumidor compra mais, é natural que haja uma queda em janeiro.
A redução nas vendas é um sinal de que a população está cortando os produtos supérfluos do consumo diário. Quando entrou em vigor o Real, houve um crescimento das vendas dos produtos considerados não essenciais, afirmou o secretário-executivo da Apras, Moacir Moura.
Na avaliação de Moura, o consumidor não faz mais excessos porque está sem dinheiro. As pessoas estão mais controladas na hora de gastar, analisa o secretário-executivo da associação. Ele espera um aumento nas vendas neste segundo semestre. A previsão otimista da Apras é fechar o ano com um crescimento de 4%.
Hoje, o faturamento do setor supermercadista corresponde a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. No Estado, há 590 empresas que têm 1,1 mil lojas. Somente na região metropolitana de Curitiba são 220 supermercados.
Segundo a Apras, a queda nas vendas não está atrelada a aumento de preços. A associação garante que o reajuste dos produtos está abaixo da iflação. Enquanto a inflação atingiu 65% nos três anos de Plano Real, as mercadorias foram reajustas em 43% nos supermercados.


