Vendas nos supermercados do Estado crescem 6%
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - As vendas do setor supermercadista no Brasil cresceram 5,3% em 2012 na comparação com o ano anterior. De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), este foi o melhor resultado desde 2009, quando o avanço do setor havia sido de 5,51%. No Paraná, segundo estimativa da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), as vendas cresceram 6% em 2012, contra 6,5% em 2011.
O superintendente da Apras, Valmor Rovaris, disse que o resultado no Paraná foi influenciado pelo cenário da economia brasileira que apresentou um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) abaixo de 1%. Um dos setores mais afetados nas vendas nos hipermercados foi o de bens duráveis como o de eletrodomésticos.
Segundo ele, ocorreram aumentos de preços de commodities como soja, arroz e feijão em função da conjuntura do cenário internacional. Rovaris lembrou que a quebra de safra de milho e soja nos Estados Unidos impactou em toda a cadeia produtiva de aves e suínos e elevou os preços para o consumidor final.
Mesmo com o crescimento de 2012 um pouco abaixo do ano de 2011, Rovaris avaliou como um bom ano, com aumento significativo de vendas. Ele lembrou que houve uma série de investimentos no setor no Paraná, com a abertura de novas lojas. Uma dificuldade no setor hoje é a escassez de mão de obra. Hoje, um operador de caixa ganha entre R$ 700 e R$ 900.
A perspectiva da Abras é que as vendas desacelerem neste ano e cresçam 3,5%. ''A venda dos supermercados é muito sensível ao efeito renda do trabalhador, mais que a mudança na taxa de juros'', disse o economista da Abras, Flávio Tayra. Ele destacou que a correção do salário mínimo para R$ 678 será menor que no ano passado e, por isso, as perspectivas de aumento nas vendas também são menores. Para 2013, Rovaris prevê que o setor cresça ao menos 6% no Paraná e continue a investir.
O presidente da Abras, Fernando Yamada, disse que a perspectiva para este ano é que os preços se mantenham estáveis. ''Não há perspectivas de altas fortes (de preço) para 2013, a não ser que haja um imprevisto como, por exemplo, uma quebra da safra de trigo nos Estados Unidos e na América do Sul'', afirmou.
Tayra disse que provavelmente o dólar não tende a gerar impacto no faturamento do setor neste ano. ''Vemos uma acomodação do dólar'', afirmou. Os produtos vendidos nos supermercados não são tão sensíveis ao câmbio, disse o economista, porque o portfólio de itens importados nas redes costuma ser pequeno.


