Curitiba - Os supermercados estão comemorando a reação nas vendas que vem ocorrendo de forma mais nítida desde o mês de maio. No fechamento do primeiro semestre deste ano, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), detectou crescimento real de 0,10% nas vendas, índice que embute o desconto da inflação do período medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De acordo com a Abras, é a primeira vez desde fevereiro de 2003 que o resultado acumulado das vendas em supermercados apresenta um resultado positivo.
O resultado do semestre foi influenciado pelo crescimento mais intenso ocorrido em junho, quando as vendas foram 5,5% maiores em relação à junho do ano passado. Em relação ao mês anterior, porém, o resultado de junho apresentou queda de 3,63%. Essa queda ocorreu porque o mês de junho teve menos dias e menos final de semana em relação ao mês anterior, alegou a Abras.
No Paraná o resultado dos supermercados acompanha a média brasileira, disse o consultor de varejo Moacir Moura. Segundo ele, a reação nas vendas no Estado ocorreu um pouco antes que a média brasileira porque o emprego e renda no Paraná começou a crescer antes que no resto do País. Para o segundo semestre, as expectativas são mais otimistas. A Abras projeta um crescimento de 2% para o ano todo, mas o consultor acredita que os supermercados devem registrar crescimento nas vendas de 3% a 4% este ano.
Segundo Moura, a venda de alimentos está reagindo mais devagar porque as pessoas estão relativamente abastecidas em suas casas e agora querem realizar outros sonhos com a compra de roupas, móveis, celulares, automóveis. Moura acredita que a venda de alimentos tem pouco espaço para crescer, o que deve obrigar super e hipermercados a investir mais em compras de produtos não alimentares.

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