Rio – As vendas no varejo recuaram 3,2% no primeiro trimestre do ano, ante o quarto trimestre de 2015, o pior resultado desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio, que nesse tipo de comparação teve início em 2001. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou dentro das expectativas de analistas, que esperavam uma queda entre 2,20% e 3,40%, com mediana negativa de 2,70%. No último trimestre do ano passado, as vendas tinham diminuído 0,4%.

No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, as vendas recuaram 1,9% no primeiro trimestre ante o último trimestre de 2015. O resultado também ficou dentro das estimativas dos analistas, que iam de queda de 0,60% a 3,90%, com mediana negativa de 1,25%.

Supermercados
As vendas dos supermercados encolheram 1,7% em março ante fevereiro, principal influência sobre o recuo de 0,9% nas vendas do varejo no período. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, do IBGE.

"Tem um perfil generalizado de queda entre as atividades. É um resultado negativo geral, que não está concentrado numa atividade, mas que tem forte influência de supermercados. Isso reflete não só a perda real da renda, que tem impacto direto no consumo no setor supermercadista, mas também tem impacto da evolução de preços de alimentos, que no mês de março subiu acima da taxa de inflação", justificou Isabella Nunes, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

Entre as oito atividades do varejo restrito, seis tiveram retração nas vendas. Outros destaques foram as perdas de móveis e eletrodomésticos, com recuo de 1,1% em março após alta de 6,1% em fevereiro, e combustíveis e lubrificantes, com redução de 1,2% em março após avanço de 0,3% em fevereiro. Os demais recuos no volume vendido foram em tecidos, vestuário e calçados (-3,6%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,5%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-1,1%).

Na direção oposta, as atividades que mostraram aumento de vendas na passagem de fevereiro para março foram equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,7%).

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