Nem mesmo os feirões e saldões de veículos ajudaram a salvar as vendas no varejo das montadoras em agosto. No mês passado, as indústrias automobilísticas venderam 133,8 mil automóveis nacionais e importados no varejo (da concessionária para o consumidor), o que representa uma queda de 2,81% em relação a julho.
Na comparação com agosto de 2000, quando foram vendidos 138,8 mil veículos, houve uma queda de 3,6%. No entanto, as vendas acumuladas do ano alcançam 1,108 milhão de unidades, o que corresponde a um crescimento de 19,8% em relação ao mesmo período de 2000, quando foram comercializadas 995 mil unidades.
Apesar de todo o esforço de venda montado em agosto para desovar estoques, os pátios das concessionárias em fábricas continuam cheios.
Números divulgados ontem pela Anfavea (a associação das montadoras) mostram que existiam 204,5 mil veículos em estoque nas fábricas e concessionárias no final de agosto, quantidade suficiente para 47 dias de venda. No final de julho, o estoque somava 198,9 mil unidades, quantidade para 46 dias de venda nas lojas.
Para adequar o estoque à demanda de mercado, as montadoras continuam recorrendo às paradas de produção. Esse é o caso da Fiat e DaimlerChrysler, que programaram paradas de produção.
A DaimlerChrysler vai dar um semana de folga -de 10 a 14 deste mês- para cerca de 2,5 mil funcionários da linha de montagem de caminhões. A medida adotada pela empresa para compensar a queda na venda de caminhões. Pelo mesmo motivo, a Fiat vai interromper a produção de veículos da fábrica de Betim (MG) entre ontem e segunda-feira deste mês. Segundo a montadora, a parada é para adequar o estoque da rede de concessionárias à demanda do mercado.

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