Vendas no varejo perdem fôlego
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 15 de novembro de 2002
Rosana Félixa<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As vendas do comércio paranaense continuaram em alta no mês de setembro, mas perderam um pouco do fôlego. Neste mês, o aumento foi de 2,04%, ante 2,67% registrado em agosto e 3,15% em julho. Mesmo com essa tendência de alta, o setor acumula retração de 1,16% nos nove primeiros meses de 2002, de acordo com levantamento divulgado ontem pelo IBGE. A comparação é feita em relação aos mesmos meses de 2001.
Já a receita nominal de vendas no Paraná teve desempenhos superiores, motivada pela alta de preços. O índice subiu 8,38% em setembro e acumula 4,42% no ano. O mesmo fenômeno ocorreu em relação ao varejo nacional. Por um lado, o setor não conseguiu sustentar o crescimento no volume vendido em julho (1,85%) e agosto (2,27%) e fechou setembro com -1,23%. No acumulado do ano, o comércio brasileiro registra retração pequena, de apenas -0,23%. Em contrapartida, a receita nominal apresentou alta: 6,32% em comparação a setembro de 2001 e de 6,08% no acumulado no ano.
O desempenho ruim das vendas do varejo nacional foi puxado pela queda observada no segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-6,02%). Analisando apenas os hipermercados e supermercados, a retração é de 5,71%. No Paraná, o desaquecimento foi ainda mais acentuado, com -10,24%. De acordo com o IBGE, isso foi provocado pelos aumentos nos preços dos alimentos. As vendas de móveis e eletrodomésticos sofreram queda de -0,86%.
O comércio de combustíveis e lubrificantes continua em situação positiva, com variação de 11,37% em setembro. O Paraná foi o grande responsável por esse comportamento, já que esse segmento aumentou em 31,58% o volume de vendas no Estado em setembro. Também tiveram variação positiva os segmentos de demais artigos de uso pessoal e doméstico (1,93%), tecidos, vestuário e calçados (0,11%). O varejo de veículos, motos, partes e peças aumentou 0,52%, mas esse percentual não é contabilizado na taxa global.


